11:46Para atender mulheres vítimas da violência

Pela causa:

 

Campanha vai oferecer atendimento às mulheres vítimas de violência em Curitiba

Atendimento de advogados, psicólogos, assistentes sociais, além de serviços da Delegacia da Mulher, Juizado e orientações diversas estarão concentrados em um único local

 

A Praça Santos Andrade e a Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no centro de Curitiba, sediarão esta semana uma campanha unificada de atendimento às mulheres em situação de violência. É o Dia de Mobilização Pelos Direitos da Mulher, que acontecerá no próximo sábado (24 de agosto) das 8h30 às 17h30. No local, estarão disponíveis o atendimento de advogados, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais, além de orientações e serviços da Delegacia da Mulher, do Juizado de Violência Doméstica e Familiar, da Prefeitura de Curitiba, e do Governo do Estado, voltados às mulheres vítimas de violência. Ali, poderão ser registradas denúncias, formalizados boletins de ocorrência, emitidas medidas protetivas de urgência e expedidos mandados judiciais, entre outros procedimentos.

A abertura oficial está marcada para acontecer às 10h e contará com a participação das autoridades envolvidas na organização do evento e da secretária nacional de enfrentamento da violência contra a mulher, Aparecida Gonçalves, da Secretaria de Política Para as Mulheres (SPM) da Presidência da República. A campanha do Dia de Mobilização Pelos Direitos da Mulher é organizada pelo Tribunal de Justiça do Paraná, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), pelas secretarias da Justiça e Cidadania (SEJU) e Segurança Pública do Governo do Estado, pela Secretaria da Mulher da Prefeitura de Curitiba e UFPR, com o apoio da Defensoria Pública do Paraná, do Ministério Público, da Unibrasil e da Itaipu Binacional.

A atividade vai também demonstrar o funcionamento da Casa da Mulher Brasileira, centro integrado que será construído em Curitiba e que vai concentra em um único local os serviços de atendimento às mulheres vítimas de violência, evitando que elas peregrinem fragilizadas pela cidade, por diversos endereços, em busca dos seus direitos e da proteção adequada.

A dificuldade de acesso aos serviços disponíveis, a desinformação e o descrédito nas instituições são considerados fatores de desestímulo para que as mulheres não denunciem as agressões sofridas e sofram caladas. De acordo com pesquisa divulgada recentemente pelo Instituto Patrícia Galvão e Data Popular, em parceria com o governo federal por meio da SPM, e que ouviu uma amostra de 1.501 pessoas residentes em 100 municípios brasileiros, a Lei Maria da Penha é conhecida por 98% dos entrevistados. Apenas 2% das pessoas ouvidas declararam nunca ter ouvido falar dela.

O estudo sobre a percepção da violência contra a mulher aponta que, para 86%, as mulheres passaram a denunciar mais os casos de violência doméstica a partir da Lei Maria da Penha. Além disso, 70% acreditam que as mulheres sofrem mais violência dentro de casa que em locais públicos e 69%, que essa violência não ocorre apenas entre famílias pobres. 54% das pessoas conhecem uma mulher que já foi agredida por um parceiro e 56% apontam que conhecem um homem que já agrediu sua parceira.

O Paraná figura no Mapa da Violência 2012 como o terceiro estado do país no ranking das notificações de assassinatos de mulheres e Curitiba, como a quarta capital brasileira em homicídios femininos.

 

Consulte a pesquisa: http://www.spm.gov.br/noticias/documentos-1/livro_pesquisa_violencia.pdf

Hotsite do Dia de Mobilização Pelos Direitos da Mulher: http://www.direitosdamulher.ufpr.br/

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