18:45Os outros paranaenses da “Carne Fraca”

Trecho da reportagem da Folha de S.Paulo onde, além da citação ao ministro Osmar Serraglio, outros deputados paranaenses são citados na Operação Carne Fraca deflagrada hoje. Ressalte-se que, segundo o juiz federal Marcos Josegrei da Silva, “não há nada de irregular ou ilegal”, mesmo porque os supostos envolvidos são ou eram assessores dos parlamentares. Mas…

Nas interceptações telefônicas, também foram citados outros parlamentares do PMDB do Paraná -como o deputado federal Sérgio Souza (PMDB-PR), que integra a Frente Parlamentar Agropecuária; o deputado João Arruda (PMDB-PR), cujo assessor foi interceptado chamando um fiscal rigoroso de “capeta”; e o deputado estadual Stephanes Junior (PMDB-PR), filho do ex-ministro da Agricultura Reinhold Stephanes, cujo assessor também mantém conversas com um dos fiscais investigados.

Sérgio Souza, em especial, demonstrou ter “influência política”, segundo o juiz Marcos Josegrei da Silva, para manter o líder do esquema, o fiscal Daniel Gonçalves Filho, como superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná. O investigado recorre a um de seus assessores, Ronaldo Trolha, para tentar se manter no cargo, depois que é afastado por um processo administrativo.

Um antigo fiscal agropecuário também menciona, em outra ligação, que Souza “recebeu muito dinheiro do suspenso aí”, em referência a Gonçalves Filho.

O juiz, porém, entendeu que “não há nada de irregular ou ilegal” nem indícios de ilicitudes nos fatos, e que há muita “especulação” em torno do papel dos parlamentares -que não foram investigados. O deputado nega irregularidades e diz que o assessor mencionado pela PF já não trabalha em seu gabinete.

O chefe da inspeção do Ministério da Agricultura em Goiás, Dinis Lourenço da Silva, também é um dos que pede dinheiro para campanhas políticas de seus “padrinhos”, segundo conversas de executivos da BRF. Um dos pedidos é de R$ 300 mil -o frigorífico se recusa a pagar.

Segundo os executivos, Silva é mantido no cargo pela bancada do PDT, mas não há menção a nomes.

O fiscal é o principal responsável pela liberação da planta da BRF em Mineiros (GO), cujas carnes foram barradas com sinais de salmonella na Itália.

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