17:08Oberlan Rossetim

Eu quis me parecer com um Eu que inventei.

Perdi muitas oportunidades de me reconhecer simples
E de aproveitar os meus sentimentos por querer me encaixar
Num modelo que me ultrapassa.
Ter em mim uma ideia sobre quem eu devo ser me massifica.
É claro que eu preciso planejar minimamente meus pensamentos,
A minha personalidade.
Mas isso é totalmente diferente de eu ter uma exigência a cumprir.
A alma humana não tem protocolo.
As ilusões, as histórias que crio sobre mim devem permanecer fluindo.
Dar nomes às emoções também é uma forma de prisão,
Porque isso me identifica de forma bruta àquilo que a
Linguagem comporta.
O que é verdadeiro está sempre batendo à porta.
Caso a minha narrativa estanque diante de uma voz que eu tenho que atender,
Nem eu, nem o outro eu poderei mais ver.

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