12:05Oberlan Rossetim

Tudo o que não sou eu me assusta.

Causa-me espanto o haver coisas fora de mim.

Que terrível eu não poder sentir como se além do meu corpo.

Só existo enquanto estando no meu lugar.

Como quebro o meu mapa?

Como o externo me vê?

Como é ser para lá, eterno?

O girassol sente o meu cheiro, ou eu não lhe trago pistas de mundo alheio?

O vento leva de mim impressão?

O que há de mais meu em tudo o que não sou é uma sombra do que tento ser.

A minha existência fica no ar.

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