8:26O PMDB do Paraná perto de um final melancólico

Do Analista dos Planaltos

Bate o desespero nos candidatos peemedebistas ao parlamento. Eles andam em busca de espaço em terreiros alheios. Enquanto os adversários se articulam em torno de candidaturas fortes como as de Ratinho Junior e de Osmar Dias, para os peemedebistas sobra Roberto Requião com seu caciquismo e sua rejeição enorme.
O problema não é só esse, os atuais deputados e os pretendentes sabem que todos os recursos e verbas dos fundos eleitorais serão destinados prioritariamente para o deputado Mauricio, o Requião Baby, e o para o papai, assim como os espaços televisivos mais nobres, como ocorreu nas eleições anteriores.
Tem mais: como nenhum dos deputados tem identidade ou ligações com o PT , o MST e os movimentos sociais de esquerda cortejados e defendidos por Requião, percebem que a eles só sobrarão os prejuízos da causa – e as chances de reeleição diminuirão muito com a falta de identidade partidária e uma definição ideológica que lhes será antagônica em seus redutos conservadores.
Quanto ao próprio Requião, cada vez mais isolado do conjunto, só interessa como sempre o projeto pessoal e familiar – e assim conduz sua campanha buscando se tornar uma referência nacionalista na linha do antigo PTB, algo bastante anacrônico para os dias atuais, mas adequado para a idade avançada do senador.
E o PMDB do Paraná, esquecido como possibilidade de projeto de ações coletivas e de moderna oposição ao governo estadual, encolhe a cada dia, sem prefeitos em municípios de importância ou lideranças expressivas .
O partido que já foi o mais poderoso no estado que governou por cinco vezes e elegeu sucessivamente senadores deixou de ser protagonista – passou a ser um coadjuvante inexpressivo, fruto das suas muitas divisões. Parece condenado a um final melancólico.

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