8:15O cercadinho do Haddad

Cercar os craquelentos do centro de São Paulo com grades é a invenção abjeta do prefeito Fernando Haddad. Se ele tivesse um pouco de memória, lembraria que a presidente do Brasil, Dilma Housseff, que pertence ao PT dele, disse que colocaria R$ 4 bilhões para tratar da epidemia que se alastra pelo país e é a mola propulsora da criminalidade alucinada. O que foi feito? Aqui não se está criticando o que os abduzidos colocam no cercadinho burro da ideologia. Os governos tucanos comandados por Geraldo Alckmin fizeram diferente cacas de outros formatos: jogaram a polícia em cima dos noiados para espalhar os farrapos humanos e, depois, “inovaram” com a falácia do internamento que de compulsório não tinha nada, apenas a marquetagem imbecil que sumiu no tempo, mesmo porque o sistema público não tem vagas para atender a demanda. Antes de cercar os doentes (para exposição? vão cobrar ingresso para o resto do povo ainda saudável ver?), Haddad mandou dar uniforme e dinheiro para aqueles que vivem no universo paralelo da drogadição. Rendeu algumas fotos e logo depois descobriu-se que isso era a mesma coisa do que dar água a quem atravessou o Saara – o dinheiro servia para a compra de mais pedras. Nos anos 80 a matriz, ou seja, os Estados Unidos, viveram essa desgraça e conseguiram controlar. Os governos não precisam ir atrás do que fizeram por lá, mesmo porque isso deve dar muito trabalho, ainda mais na constante campanha eleitoral que é a vida destes senhores. Mas se forem ao Hospital Samaritano, em São Paulo, essa mesmo, do cercadinho, poderão ver uma experiência que deu certo e foi iniciada em 2009 tendo como modelo o que é feito na Clínica Chestnut, em Illinois. O índice de recuperação é de 70%, uma taxa altíssima quando se sabe que os tratamentos de recuperação para drogas em geral não alcança os 20%. Quem banca a manutenção é próprio hospital, mas esta experiência luminosa só foi possível graças à parceria com, vejam bem, a Secretaria de Estado da Sáude do Estado de São Paulo. Para quem se interessar em procurar, há uma belíssima reportagem sobre os resultados obtidos com adolescentes internados que foi publicada na revista piauí. Custa caro? Sim, mas o custo da corrupção no Brasil chega a perto de R$ 100 bilhões no Brasil – isso sem contabilizar o que está acontecendo para sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Neste país onde políticos desviam dinheiro da área da saúde e se tornam assassinos por tabela, as vidas destes doentes só vale uma cerquinha para separá-los do resto da população. Esta, na maioria ignorante para o problema, muitas vezes colabora com o preconceito resumido na frase de que aqueles que são vítimas do vício fazem isso por vagabundagem ou porque querem. É o horror!

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