16:47MP denuncia Richa, Francischini e Kogut por ação da PM no dia 29 de abril

O Ministério Público do Paraná informa

MP-PR ajuíza ação civil pública contra responsáveis por excessos na contenção a protesto do dia 29 de abril

O Ministério Público do Paraná está ajuizando nesta segunda-feira, 29 de junho, ação civil pública por atos de improbidade administrativa contra o governador do Estado, Carlos Alberto Richa, o ex-secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Fernando Destito Francischini, e o ex-comandante da Polícia Militar, César Vinícius Kogut. Também são requeridos na ação o ex-subcomandante da PM Nerino Mariano de Brito, o coronel Arildo Luís Dias e o tenente-coronel Hudson Leôncio Teixeira.

A ação é resultado das investigações realizadas pelo MP-PR acerca dos fatos ocorridos no dia 29 de abril, nos arredores da Assembleia Legislativa, em que resultaram feridas mais de 200 pessoas, na maioria professores da rede pública estadual. O grupo protestava contra o projeto de lei encaminhado pelo Executivo estadual que dispunha sobre modificações no regime previdenciário dos servidores públicos do Estado.

Responsabilidades – Na ação, o Ministério Público destaca que os requeridos violaram os princípios da administração pública, já que, dentre as hipóteses previstas na Lei 8.429/92, configura ato de improbidade administrativa qualquer ação ou omissão que viole os deveres de legalidade e lealdade às instituições.

Nesse sentido, o governador Beto Richa, a quem, em última instância, estão subordinadas as polícias Militar e Civil, foi acionado por omissão, principalmente por não ter impedido os excessos, bem como pelo apoio administrativo e respaldo político do governo à ação policial; Fernando Francischini, secretário de Segurança na época dos fatos, por ter sido protagonista da gestão política e operacional de todos os aspectos da ação policial; o subcomandante-geral da Polícia Militar, Nerino Mariano de Brito, por ter sido o principal responsável pela gestão operacional da ação policial; César Vinicius Kogut, comandante-geral da Polícia Militar, por ter conferido apoio institucional à gestão operacional da ação policial; Arildo Luís Dias, comandante da operação, por ser o executor da ação policial em seu desfecho final, tendo parcial autonomia em relação a seus desdobramentos; e, também pela execução da ação policial, o comandante do Bope, Hudson Leôncio Teixeira, com parcial autonomia em relação a seus desdobramentos.

 

Os procuradores e promotores de Justiça designados para realizar as investigações descartam a possibilidade de que alguns dos requeridos não tivessem conhecimento dos detalhes da operação policial, até porque a estrutura montada implicou alto custo ao Estado.

 

Ilegalidades – Considerando toda a operação policial destinada a permitir a votação do projeto de lei na Assembleia Legislativa, iniciada já no dia 25 de abril, o MP-PR apurou que os requeridos na ação praticaram várias ilegalidades, desde a interpretação deturpada do alcance das decisões judiciais que determinavam o impedimento de acesso à Assembleia Legislativa do Paraná – e que culminaram por cercear a liberdade de expressão, de manifestação, de pensamento e de reunião pública pacífica – até a efetiva organização e execução de ação policial violenta e desproporcional, colocando em risco a vida e a saúde das pessoas que se encontravam no local, a pretexto de preservar a ordem pública, produzindo, assim, danos consideráveis a um grande número de pessoas.

 

Além disso, os requeridos descumpriram as regras e diretrizes nacionais e internacionais de aplicação da força policial em relação a manifestações públicas, usando bombas químicas, gás lacrimogênio, animais, lançador de granada, helicóptero e balas de borracha, dentre outros equipamentos militares, o que aumentou o impacto da ação. Para arcar com o custo do uso desses materiais, bem como para pagar as diárias aos policiais militares trazidos do interior do estado para participar da operação (que movimentou, somente no dia 29 de abril, um efetivo de 1.682 policiais), foi necessário cerca de R$ 1 milhão, conforme informações fornecidas pelo Ministério Público de Contas.

 

Fora os custos diretos da operação, o Ministério Público do Paraná estima os prejuízos ao patrimônio público em cerca de R$ 5 milhões, uma vez que muitas vítimas ainda estão acionando o Estado na Justiça, pedindo indenização por danos materiais e morais. Na ação, por exemplo, há pelo menos 150 laudos que comprovam as lesões corporais sofridas por manifestantes que se submeteram a exame pericial.

 

Investigações – As investigações do MP-PR acerca dos fatos ocorridos em 29 de abril, nos arredores da Assembleia Legislativa, tiveram duração de dois meses, período em que foram colhidas 581 declarações em Curitiba e em outros 33 municípios do interior estado, onde foram tomados depoimentos de vítimas, testemunhas e militares. Além disso, foram analisados 4.114 arquivos com fotos e vídeos relacionados à investigação, encaminhados ao MP-PR, muitos deles pelo e-mail criado exclusivamente para a recepção desse tipo de material, mas também por veículos de comunicação que fizeram a cobertura jornalística dos fatos.

 

Também foi anexada à ação uma enorme quantidade de documentos, desde laudos médico-legais até documentos fornecidos pela Polícia Militar sobre a operação. Todo o material foi minuciosamente analisado pelo grupo designado para realizar as investigações – os procuradores de Justiça Eliezer Gomes da Silva e Marcos Bittencourt Fowler e os promotores de Justiça Paulo Sérgio Markowicz de Lima e Maurício Cirino dos Santos. Ao final, o processo somou 22 volumes.

 

Responsabilização criminal – Nesse caso específico, o MP Estadual colheu provas durante a investigação civil, e todos os materiais e elementos obtidos serão encaminhados à Procuradoria-Geral da República. Esse é o órgão com competência para atuar na esfera criminal nesse tipo de situação, já que tanto o governador como o ex-secretário Francischini, que reassumiu seu mandato na Câmara Federal, possuem foro privilegiado. Pelo princípio da unidade de processo, os coronéis da PM também poderão ser investigados pela PGR.

 

Outros desdobramentos – Os integrantes do MP-PR designados para cuidar do caso seguem acompanhando o inquérito policial militar que apura os excessos cometidos por policiais militares que participaram da operação, bem como os excessos praticados por manifestantes no sentido de tentar impedir o livre funcionamento da Assembleia Legislativa.

 

10 ideias sobre “MP denuncia Richa, Francischini e Kogut por ação da PM no dia 29 de abril

  1. Zangado

    Enfim, algo consequente em face do que presenciamos na Praça da Salete.
    Governar não é para inapetentes e incompetentes !

  2. Amanda Trindade

    Tudo bem que houve uma violência, QUE INICIOU POR PARTE DA APP, mas como que professores que fazem uma prova totalmente politica, valendo nota para os alunos, que já perde no meu conceito muitos pontos no critério profissionalismo, como eles ainda são totalmente inocentes? Acredito também que muitos professores nem são assim, mas isso com certeza é coisa da APP que é totalmente manipulada pelo PT, quando que essas criaturas sairão do PR pra finalmente as coisas andarem???

  3. Yara da cunha

    MP não toma se quer alguma atitude para investigar quem estava por trás disso tudo pois é todo petralha… Isso tudo é uma palhaçada, isso é coisa de gente que não sabe mais o que fazer pra tentar sujar a imagem do governador, ai começam a inventar coisas, ou até mesmo falar coisa que não tem nada a ver uma com a outra… E não faz sentido esta ação, além do mais diversas vezes ficou evidente que quem começou todo esse caos foi os blac blocks que foram contratados justo pra isso!!!

  4. joaquim zilmer

    Não é possível que gostem tanto de falar o que não é verdade, já fico evidente de diversas formas que quem começou com tudo isso foram os infiltrados blac blocks, e se não tivesse agido com força bruta a PM não teria precisado se defender, e a PM estava lá justo por isso, para ter segurança e foi a pedido da justiça.

  5. rebeca valentina

    Está nítido que MP é completamente inteiro a favor da turma do PT, é por isso que não investigam sobre o assessor que jogou o vaso na cabeça dos policias de cima do prédio e também quem que estava por trás desta greve…

  6. Kaka Vitiro

    O MP-PR está todo a favor do PT, assim como aquela turma de terrorista que tumultuou no dia 29 de abril. O Ministério Público deveria estar do lado da verdade, não do lado da mentira desse partido. Está na hora de investigar a fundo, e descobrir quem estava por trás da greve e também culpar o sindicato que armou a confusão e gerou tanta violência.

  7. Talia

    O governador estava cumprindo uma ordem judicial de que policiais fizessem a segurança em redor do prédio. O Ministério Público deveria investigar melhor essa história.. A APP Sindicato é totalmente petralha, e seus dirigentes deveriam ser investigados, pois podem ser um dos culpados. Afinal, eles pagaram uma turma de black blocks para se infiltrarem no meio dos professores e causar todo tumulto no Centro Cívico…

  8. Edgar

    O MP-PR deveria tomar alguma atitude e investigar quem estaria por trás da greve. Ou até mesmo investigar aquele assessor de deputado que jogou um vaso de planta contra os policiais.

  9. leandro

    Naquele dia, 29 de abril só faltou a Vó Servelina e o Marcoi para dizerem “taca-lhe pau Marco!!
    Agora todos os dias 29 de abril será comemorado o aniversário do feito. Os professores terão neste dia uma folga para a comemoração que ontem deram o início, o próximo terá palhaços, nós e os alunos , pesca, piscina de bolinhas, pipoca, algodão doce e brincadeiras dignas de um aniversário de “criança”.

  10. TOLEDO

    Leandro, voce poderia fundar uma torcida, Imperio contra o PT, você e a turma de Coxinhas. Nossa como temos coxinhas PT-Fóbicos em Curitiba. Sempre com o velho discurso, tem que ensinar a pescar.

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