19:09Indicações de um mestre

O saudoso Marcos Faerman era professor de jornalismo na Faculdade Casper Líbero, em São Paulo, quando morreu repentinamente em 1999, aos 56 anos. Aos alunos que se interessavam, indicava uma lista de livros-referência para quem quisesse beber no melhor do jornalismo literário, do qual era um dos mestres no Brasil. Confiram:

“A Sangue Frio”, Truman Capote
“Honrados Mafiosos”, Gay Talese
“Aos olhos da multidão”, Gay Talese
“A mulher do próximo”, Gay Talese
“Décadas Púrpuras”, Tow Wolfe
“A arte da reportagem”, Igor Fuser – coletânea
“México Rebelde”, John Reed
“Operação Massacre”, Rodolfo Walsh
“O cego de Ipanema”, Paulo Mendes Campos
“Casa de Loucos”, João Antonio
“Os vira-latas da madrugada”, Adelto Gonçalves
“Moby Dick”, Helman Melville
“A Ilha do Tesouro”, Robert Louis Stevenson
“Lobo do Mar”, Jack London
“Fábrica de Mentiras”, Günther Wallraff
“Cabeça de Turco”, Günther Wallraff
“E louvemos agora os grandes homens”, James Agee e Walker Evans
(“Let Us Now Praise Famous Men”)
“Notícia, um produto a venda”, Cremilda Medina
“Com as mãos sujas de sangue”, Marcos Faerman
“Guerra Civil”, Hans Magnus Enzensberger
“Através do continente misterioso”, Henry Stanley
“Recordação da casa dos mortos”, Dostoiévski
“Um belo domingo”, Jorge Semprum
“A longa viagem”, Jorge Semprum
“Os nus e os mortos”, Norman Mailer
“A canção do carrasco”, Norman Mailer
“Tempo de morrer”, Ernest Hemingway
“Nada de novo no front ocidental”, Erich Marie Remarch
“A peste”, Albert Camus
“Entrevistas com a História”, Oriana Fallacci
“1919”, John dos Passos
“Boquinhas Pintadas”, Manuel Puig
“Diário do ano da peste”, Daniel Defoe
“As vinhas da ira”, John Steinbeck
“Oliver Twist”, Charles Dickens
“Conto de Natal”, Charles Dickens
“David Copperfield”, Charles Dickens
“Cidades Fascinantes”, Ian Fleming

Uma ideia sobre “Indicações de um mestre

  1. Vania Mara Welte

    Fiz jornalismo instigada e encantada com as fantásticas entrevistas da italiana Oriana Fallaci, mas os meus textos e a maneira como eu vejo, ouço e procuro entender o meu entrevistado, a história humana por trás de cada fato jornalístico, aprendi com o grande Marcos Faermann.

    Eu o conheci quando escrevia para o Jornal da Tarde, as mais fantásticas histórias verdadeiras da página policial de São Paulo. Eu bebia cada palavra, cada sentimento que ele colocava em seu trabalho jornalístico.

    Ave, gaúcho!
    Ave, Marcos Faermann que me ensinou consciência, delicadeza humana e respeito ao próximo.

    Onde, Marcos Faermann estiver eu o louvo e agradeço, eternamente.

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