21:54História de Detetive

de W. H. Auden

Quem jamais deixou de ter a sua paisagem,
A rua torta da aldeia, a casa em meio às árvores, tudo perto da igreja?
Ou então taciturna casa de cidade, a de colunas coríntias,
Ou então o pequeno apartamento proletário, mesmo assim
Um centro, um lar, em que aquelas duas ou três coisas
Que a um homem podem ocorrer, vão ocorrer de fato.
Quem não pode traçar o mapa de sua própria vida,
Sombrear a pequena estação onde se encontra com a amada
E diz-lhe adeus continuamente, assinalar o ponto onde foi primeiramente
Descoberto o cadáver da felicidade? Uma vagabunda ignota? Uma ricaça?
Uma coisa enigmática, sempre, com um passado bem sepulto: e quando a verdade, a verdade a respeito da felicidade nossa vem à luz, o quanto não devia ela à chantagem e aos namoricos. O que vem depois é o de costume.
De acordo com o plano: o conflito entre o bom senso distrital e a intuição, esse amador exasperante que sempre chega ao local por acaso antes de nós.
Tudo conforme ao plano, quer as mentiras, quer a confissão, até a emocionante caçada final, e a morte. Todavia, na derradeira página, uma dúvida insistente: e o veredicto, foi justo? Os nervos do juiz, aquela pista, os protestos da assistência, e o nosso próprio sorriso… ora, pois sim….
Mas o tempo é o culpado sempre. Alguém tem de pagar pela morte da felicidade, a nossa própria felicidade.

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