8:06“Se o traficante pedisse, eu mataria”

História curitibana. Funcionário de uma multinacional, o usuário de crack estava internado pela terceira vez. Magro até o osso, contou que, “morando” num barraco da favela junto com outros viciados, não tinha mais o que oferecer ao traficante. Da casa, levara tudo. Até as louças do banheiro que acabara de colocar. Ofereceu a identidade, para ficar como garantia de futuro pagamento. O “patrão”, como eles chamam o traficante, lhe mostrou então uma pilha de documentos iguais, além de transferências de automóveis. O que o dependente queria era apenas mais algumas pedras. A fissura era grande demais. “Se ele me pedisse para matar alguém em troca delas, eu mataria”, confessou mais tarde. Não matou. O traficante não pediu. Ele saiu de lá. A empresa o internou de novo. Foi há bastante tempo. Ele está conseguindo controlar a doença. Recuperou tudo. Principalmente a vida.

Uma ideia sobre ““Se o traficante pedisse, eu mataria”

  1. Emerson Paranhos

    Deus abençoe e que cada dia seja unico e mais um resistindo a maldição das drogas.
    Parabéns a ele.

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