20:28Aloar Ribeiro, adeus

Da Tribuna do Paraná

Morreu em Curitiba, neste domingo (11), o jornalista Aloar Odin Ribeiro, que trabalhou na Gazeta do Povo por mais de 45 anos. Ribeiro estava com 87 anos e dedicou a carreira à cobertura esportiva.

Nascido em Belo Horizonte (MG), chegou à capital paranaense ainda na década de 1930, com 4 anos de idade. Formou-se em jornalismo e, além da Gazeta do Povo, passou por veículos como a Gazeta Esportiva, de São Paulo, o Jornal Última Hora e a Rádio Curitibana, cobrindo os times paranaenses.

Coritiba, contudo, foi seu maior foco de trabalho, além do time do coração. Coxa-branca aficionado, fundou, ao lado do Major Antônio Couto Pereira, o memorial do Clube Alviverde. É o nome de Ribeiro que batiza a sala de imprensa do Alviverde.

Orgulhava-se da carreira de repórter, tendo sido responsável por grandes furos jornalísticos e entrevistas memoráveis, além de inspiração para muita gente. Recebeu, também, uma gama de reconhecimento, como o Corujinha de Ouro, o Troféu Imprensa do Paraná e um prêmio recebido diretamente das mãos do então governador do Paraná, Ney Braga, nos anos 1980.

Leonardo Mendes Júnior, diretor de redação da Gazeta do Povo, conta que seu Aloar, carinhosamente chamado pelos colegas de profissão, foi um mentor para as gerações de jornalistas esportivos do veículo.

“Ele era a referência para entender o contexto histórico de determinadas pautas, tinha uma agenda infalível. Quando a gente pedia o número de alguém, ele respondia: ‘aqui só não tem dinheiro’. E gargalhava. Ele sentia prazer em escrever cada nota e se iluminava quando nós, os moleques da editoria, íamos pedir alguma ajuda. Foi um dos grandes jornalistas que o Paraná teve”, conta.

Uma ideia sobre “Aloar Ribeiro, adeus

  1. Raul G. Urban

    N]ao convivi profissionalmente com Aloar – ao menos, no pertinente ao segmento esportivo. Mas conheci esse valoroso profissional durante minhas andanças – ainda que iniciais, quando do advento meu no ofício do jornalismo – num tempo em que, ativo na saudosa Rádio Guairacá, partilhei de amizades esportivas como Machado Neto, Nesdtor Batista e outros tantos. Aloar, repórter por excelência, dividiu-se entre o microfone e a máquina de escrever. Coisa, aliás, que nossa geração fez seguidamente – Jamur Jr. que o conte em detalhes, e tantos outros que hoje, entre 70 e 80 anos, lembram esses tempos heróicos da então poética imprensa paranaense. O artigo de hoje lembra, como entre outros magoados pelo e3stino, o nome de Francisco Camargo, nosso querido Pancho, companheiro de lutas, anos a fio, no finado Estadinho, que tantas alegrias dá, no dia a dia, aos leitores, à comunidade, à Curitiba que busca um pouco desse encanto já perdido da notícia. Adeus, Aloar! Tens lá em cima, como parceiros, além do Machadinho, nomes como Jota Jota, Ivan Cury, Euclides Cardoso e tantos outros que souberam contigo dividir esse espaço do dizer as coisas cotidianas. Um abraço sincero.

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