19:0322 frases de O Retrato de Dorian Gray

de Oscar Wilde

A única maneira de se livrar de uma tentação é ceder-lhe.

Esse é um dos grandes segredos da vida: curar a alma, por meio dos sentidos, e os sentidos por meio da alma.

Os moços de hoje pensam que o dinheiro é tudo.
– É verdade – concordou lorde Henry, ajeitando a lapela do paletó. – E, quando envelhecem, adquirem a certeza.

Para voltarmos à mocidade, basta-nos repetir as nossas loucuras.

Os homens casam-se de cansaço; as mulheres, de curiosidade. Ambos decepcionam-se.

As mulheres representam o triunfo da matéria sobre o espírito; exatamente como os homens representam o triunfo do espírito sobre a moral.

Não diga “o romance mais extraordinário da minha vida”. Sempre há de ser amado e sempre estará apaixonado pelo amor. A “grande paixão” é o privilégio dos que não têm o que fazer.

Os que amam só uma vez na vida é que são superficiais. O que eles chamam de lealdade e fidelidade é a meu ver letargia do hábito ou falta de imaginação. A fidelidade é para a vida emotiva o que a coerência é para a vida intelectual: simplesmente uma confissão de insucessos.

As criaturas vulgares não nos impressionam a imaginação. Ficam limitadas ao seu século.

O apaixonado começa iludindo-se a si próprio e acaba enganando os outros. Eis o que o mundo chama um romance.

Mas os poetas medíocres são encantadores. Quanto piores os versos, tanto mais pitoresco é o poeta. O simplesmente fato de haver publicado um livro de sonetos de segunda ordem torna um homem absolutamente irresistível. Ele vive a poesia que não soube escrever. Os outros escrevem a poesia que não conseguem concretizar.

A criança começa amando os pais; mais tarde, ao crescer, julga-os; às vezes perdoa-os.

Eu agora nunca aprovo ou reprovo nada. Aprovar e reprovar são atitudes absurdas para com a vida. Não viemos ao mundo para dar largas aos nossos preceitos morais.

O verdadeiro inconveniente do casamento é que ele extingue em nós o egoísmo. E os seres sem egoísmo são incolores.

O motivo do nosso empenho em julgar bem o próximo é que temos medo de nós mesmos: a base do otimismo é puro receio.

O prazer é a única coisa merecedora de que se lhe dedique uma teoria. (…) O prazer é o teste da natureza, o seu sinal de aprovação. Quando somos felizes, sempre somos bons; mas, por sermos bons, nem sempre seremos felizes.

Na auto-acusação há uma espécie de volúpia. Acusando-nos, sentimos que ninguém mais tem o direito de nos censurar. É a confissão que nos absolve, não o sacerdote.

As boas resoluções são tentativas inúteis de contrariar as leis científicas. Originam-se de vaidade pura.

Devemos absorver o colorido da vida e não guardar na memória as suas minúcias. As minúcias são sempre vulgares.

Há sempre um laivo de crueldade em todo prazer, talvez em toda alegria.

Cada um de nós, Basil, tem em si o céu e o inferno!

O homem pode ser feliz com qualquer mulher, contanto que não a ame.

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