18:00José Mojica Marins, o Zé do Caixão, adeus

Da Folha de S.Paulo

Morre o cineasta José Mojica Marins, o Zé do Caixão

Ator tinha 83 anos e morreu em decorrência de uma broncopneumonia

Morreu nesta quarta (19) em São Paulo o cineasta José Mojica Marins, ao 83 anos, em São Paulo.

Conhecido como o Zé do Caixão, ele estava internado no hospital Sancta Maggiore devido a uma broncopneumonia. Sua morte foi confirmada pela sua filha Liz Marins à Folha.

Nascido em uma sexta-feira 13, Mojica é considerado um dos mestres do terror mundial. Originalmente sua obra foi desprezada pela crítica brasileira.

O apelido de Zé do Caixão veio do seu personagem mais famoso. Surgido em um pesadelo do cineasta, ele era um agente funcionário sádico que aterrorizava uma pequena cidade, desejoso de ser pai de uma criança perfeita. Para isso, precisava encontrar uma mulher tão perfeita quanto —e estava disposto a matar quem cruzasse o seu caminho.

O personagem apareceu pela primeira vez em 1964, em “À Meia-Noite Levarei Sua Alma”. O longa foi um sucesso de bilheteria, e permitiu não só que o diretor pagasse dívidas pessoais como o tornasse um dos mais nomes mais conhecidos da Boca do Lixo. Dois anos depois, “À Meia-Noite” ganhou uma continuação: “Esta Noite Encarnarei seu Cadáver”.

Uma ideia sobre “José Mojica Marins, o Zé do Caixão, adeus

  1. Parreiras Rodrigues

    No Cine Santa Isabel, na tela, A meia noite levarei sua alma, e na cena dentro do cemitério, a plateia toda em silêncio sepulcral (sepulcral tem tudo a ver na frase). De repente, um pássaro noturno emite o seu funéreo grito. Todo mundo se espanta. No meio do cinema, a voz inconfundivel do Lúpercio, irmão do poeta Milton Araújo. Num é nada não, é as pena uma coruja….

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