16:04Plauto Miró diz que viu

Do deputado estadual Plauto Miró Guimarães, em seu endereço no Facebook

… Mas de repente observei movimentos assustadores que indicavam uma temerária volta ao passado, na época em que as regras não eram cumpridas e a ética não era exercida.

Não aceito! Não jogo minha história no lixo e por isso cumpro o dever de advertir o Paraná. Pois acredito que um estado se faz com atitudes e não com jogadas de marketing. Quem alerta não quer o mal.

Torço para que o governo, cuja eleição apoiei, abrindo dissidência em meu partido, seja de esplendoroso sucesso. E para isso, a gestão que se inicia não pode começar com agentes novos repetindo erros antigos.

Para dar certo não pode permitir que “gulosos” se coloquem como os senhores da razão. O termo que cunhei recentemente em manifestação pública se refere aos que, muitas vezes, sem representatividade nas urnas, se sentem senhores dos espaços públicos e das posições políticas. Exalam a soberba pelo simples fato de estarem momentaneamente em uma posição de poder. Por vezes, uma conquista que se dá por questões circunstanciais e não por mérito.

A história e as conquistas das pessoas devem ser respeitadas. Da mesma forma, as comunidades representadas pelo agente público eleito pela vontade do voto por meio de um pleito legítimo. Esse é o grande mérito daqueles que estão Deputado Estadual.

Portanto, repito: a lei, a população e a ética não querem mais “gulosos”.

Tudo o que falei, assumo. Tenho cópias de documentos que assinei e dos pedidos administrativos que me fizeram. Os originais seguem em arquivo público, como deve ser. Fiz meu próprio arquivo para que seja possível comprovar os atos administrativos, caso, por algum motivo, em algum momento, se tente apagar a história.

Caso a história seja ameaçada, ou se tente alterar as versões dos fatos, terei como recompor a verdade. Com responsabilidade afirmo que estou vigilante, como sempre estive.

Que fique claro! Não sou um acusador, apenas me posicionei para que diante de uma possível e descabida acusação, terei como me defender.

Confira a íntegra do texto:

“Meninos eu vi”

Começo meu oitavo mandato na Assembleia Legislativa do Paraná carregando a mesma força de quando jovem ainda no primeiro, a coragem de enfrentar o segundo, a determinação do terceiro, a experiência do quarto, a tenacidade para chegar ao quinto, a coerência que me levou ao sexto e a gratidão ao povo de Ponta Grossa e dos Campos Gerais pelas sete eleições anteriores.

Não nasci ontem! Passei mais tempo da minha vida no parlamento do que em qualquer outro lugar. Também não sou um neófito! Já vi e vivi de tudo e dou graças a Deus por ter permitido cada minuto de convivência com muita gente boa preocupada com os destinos e o bem-estar de todos.

Enfrentei crises de cabeça erguida e participei de conquistas com humildade.

Falo de um tempo que nos concede experiências e não de virtudes. E posso garantir, com o testemunho dos paranaenses, que tenho compromisso com minha consciência. Não sou aventureiro e devolvo, com letras maiúsculas, qualquer insinuação de procrastinador, achacador ou senil. Os que o fazem, não me conhecem.

Posso lembrar aos que ainda nada viveram e aos que nada apreenderam, o que dizia de modo incisivo o jornalista Samuel Wainer em seus relatos: “eu estive lá”.

Nas últimas três décadas, seja na situação ou na oposição, participei da história do Paraná e, como poucos, também posso afirmar que estive lá.

É conhecida minha trajetória como deputado, nas comissões da Casa e como líder de bancada a minha busca pela coerência, sempre no mesmo partido, até chegar a ocupar a Primeira Secretaria da ALEP.

A história os jornais registram. Foi grande o trabalho que desenvolvemos para tornar a Assembleia Legislativa do Paraná transparente.

Quem comigo convive sabe do zelo, da responsabilidade em cada ato, no cuidado de cada assinatura e no enfrentamento para combater os que tentavam fazer deste parlamento algo como se fosse propriedade particular.

Meus amigos sabem o desprezo que nutro por aqueles que se afastam da missão diária de servir e optam por desrespeitar a palavra empenhada. Dizem uma coisa, e agem de modo contrário. Agindo com denodo procurei ser agente transformador, sem nunca me afastar do que conjuguei.

Democratizamos a forma de administrar, fazendo com que a Assembleia Legislativa desse oportunidades iguais a todos os deputados, respeitando a vontade popular e seguindo os princípios da boa gestão, sempre com responsabilidade e respeito ao erário. Os que se opunham a esses princípios foram afastados e não devem retornar.

Tornamos tudo transparente e público como a lei exige. O Portal da Transparência passou a ser uma ferramenta respeitada e os arquivos lá publicados, fonte de informação.

Mas de repente observei movimentos assustadores que indicavam uma temerária volta ao passado, na época em que as regras não eram cumpridas e a ética não era exercida.

Não aceito! Não jogo minha história no lixo e por isso cumpro o dever de advertir o Paraná. Pois acredito que um estado se faz com atitudes e não com jogadas de marketing. Quem alerta não quer o mal.

Torço para que o governo, cuja eleição apoiei, abrindo dissidência em meu partido, seja de esplendoroso sucesso. E para isso, a gestão que se inicia não pode começar com agentes novos repetindo erros antigos.

Para dar certo não pode permitir que “gulosos” se coloquem como os senhores da razão. O termo que cunhei recentemente em manifestação pública se refere aos que, muitas vezes, sem representatividade nas urnas, se sentem senhores dos espaços públicos e das posições políticas. Exalam a soberba pelo simples fato de estarem momentaneamente em uma posição de poder. Por vezes, uma conquista que se dá por questões circunstanciais e não por mérito.

A história e as conquistas das pessoas devem ser respeitadas. Da mesma forma, as comunidades representadas pelo agente público eleito pela vontade do voto por meio de um pleito legítimo. Esse é o grande mérito daqueles que estão Deputado Estadual.

Portanto, repito: a lei, a população e a ética não querem mais “gulosos”.

Tudo o que falei, assumo. Tenho cópias de documentos que assinei e dos pedidos administrativos que me fizeram. Os originais seguem em arquivo público, como deve ser. Fiz meu próprio arquivo para que seja possível comprovar os atos administrativos, caso, por algum motivo, em algum momento, se tente apagar a história.

Caso a história seja ameaçada, ou se tente alterar as versões dos fatos, terei como recompor a verdade. Com responsabilidade afirmo que estou vigilante, como sempre estive.

Que fique claro! Não sou um acusador, apenas me posicionei para que diante de uma possível e descabida acusação, terei como me defender.

E nesta quadra da vida, ainda gosto de ler Gonçalves Dias, em I-Juca Pirama, e repetir para mim mesmo as palavras do velho índio guerreiro:
“Assim o Timbira, coberto de glória,

Guardava a memória

Do moço guerreiro, do velho Tupi.

E à noite nas tabas, se alguém duvidava

Do que ele contava,

Tornava prudente: “MENINOS, EU VI!”.

Plauto Miró Guimarães Filho

Curitiba, 18 de fevereiro de 2019

2 ideias sobre “Plauto Miró diz que viu

  1. SERGIO SILVESTRE

    Pois é, citam poetas,fazem ameaças e guardam até dossiês da mãe,tudo serve nesse campo,eu julgo você de mentirinha e meu desafeto apodrece na cadeia e os humanos vão vivendo acreditando que um dia um cavaleiro dourado lhes traga a tão desejada forma de viver sem pagar impostos,e lá se vão milhares de anos ………

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