11:45Ode ao tempo

de Ticiana Vasconcelos Silva 

Peço, tempo, que venha como uma manhã ensolarada

E seja uma canção sobre aquela estrada

Que se percorre na escuridão e que, no fim,

Nos leva à rendição

 

Peço, tempo, que, no meio do caos,

Você seja apenas uma medida sobre a vida

E que não condicione as minhas estranhezas

Para que tudo seja sóbrio e lúcido

 

Peço, tempo, que acolha as inquietações sobre o tempo

Para que eu não permaneça a mesma

Para que eu não jogue com a própria vida

E para que eu siga, sem me perturbar

 

Peço, tempo, que seja a última descoberta

Que se revele como uma folha que cai com coragem

E se desprende para deixar de ser

Árvore e ser, apenas, leveza

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>