8:27MÁRCIA É DE MARTE

MARCIAFRUET

Rogério Distéfano

Esquecemos de você

Na sua modéstia de sempre, Lula compara-se a Macaulay Culkin, o ator mirim do filme Esqueceram de Mim. Analogia perfeita: não foi convidado para a abertura nem homenageado nos Jogos Olímpicos. Só errou no tempo. Depois dos filmes mirins, Culkin sumiu como ator.

Devolva-se à remetente (a)

Dilma soltou a dita carta, que demorou para escrever. Para evitar erros, só usou o dicionário e o caderno de caligrafia. Mas foi ditada por ela e deu no que deu: veio muito tarde, mandou para o povo e não para os senadores que vão julgá-la e disse o de sempre – pede plebiscito e denuncia o golpe do impeachment.

Esqueceram dele

A família de João Havelange ficou ofendida por ele ter sido também esquecido nos Jogos Olímpicos. Afinal, por mais de 60 anos mandou no futebol brasileiro por si ou pelo interposto genro Ricardo Teixeira, e depois na Fifa, onde administrou a estrutura que legou Joseph Blatter et al – e por onde andou também o dito genro. Há um equívoco na queixa havelângica: o mérito da homenagem. João Havelange deveria recebê-la por ter recebido o ouro em toda a sua carreira no esporte.

Bela, sóbria, batalhadora

MÁRCIA OLESKOVICZ FRUET rebate no Face o ataque à sua licença para trabalhar na administração do marido Gustavo. O ataque foi tiro de festim em revide ao obus lançado por Ricardo MacDonald Ghisi contra a liberação de Rafael Greca de seu cargo no IPPUC para trabalhar – pago pelo IPPUC – como assessor de Roberto Requião no Senado, mas baseado em Curitiba. O prefeito que autorizou a licença tem nome e sobrenome, Luciano Ducci.

MacDonald mandou um Big Mac em forma de processo pedindo a anulação da aposentadoria de Greca pela ilegalidade de contar o tempo a Requião como de serviço. Tenho isso entalado na garganta desde o tempo que aconteceu, até critiquei no blog, apontando as mesmas ilegalidades e imoralidades do processo de MacDonald. Vou voltar a ele qualquer hora. Hoje o assunto é Márcia Fruet, cuja postagem no Face desencadeou um tsunami de laikes.

Gostei do texto, elegante e de emocional contido, sóbrio. Nada de “maus amados da Boca Maldita”. Márcia contou sua história. Vem do Bairro Alto, filha de costureira e eletricista. Estudou na PUC, longo tempo pendurada no crédito estudantil. Trabalhou pesado e passou em concurso. Estava concursada e aprovada quando iniciou o namoro com Gustavo, recém derrotado no Senado. Aqui em casa até a Mila aplaudiu com o latido: “Mulher de fibra”.

Uma ideia sobre “MÁRCIA É DE MARTE

  1. ricardo crovador

    Quem faz da política um chiqueiro está tentando puxar o Fruet para a lama. É nisso que dá ter dó. Se lá atrás tivessem cravado a estaca no peito para resolver de uma vez… Será que o curitibano tem uma memória tão ruim?

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