7:37A grande família

Do analista dos Planaltos

Alguns pré-candidatos que disputarão eleições  para a vereança pela primeira vez no PMDB já perceberam que não passarão de  mera massa de manobra da grande família Requião.
Na inexpressiva reunião do partido no final de semana, que aconteceu no Hotel Pestana, ficaram assustados com o tamanho do nepotismo, o grande tio senador Requião preside o partido e os gastos do fundo partidário – e é candidato à reeleição. O filho Mauricinho, o Requiãozinho, deputado estadual eleito pelas benesses partidárias,  preside a Fundação Ulysses Guimarães e outra gorda parcela do fundo para treinamento de cabos eleitorais – e é candidato ungido para prefeito de Curitiba. O primeiro sobrinho, deputado federal João (Requião ) Arruda é o Secretário Geral, nomeia os funcionários e concorre à reeleição. O caçula da turma, o segundo sobrinho Paikan (Requião) Mello e Silva será o candidato preferencial a vereador da legenda com o maior tempo de televisão e privilégios que desfrutará junto com os parentes. Os bem remunerados comissionados dos gabinetes coordenarão a campanha e o jurídico, ficando subordinados a outro tio Senior, Eduardo Requião, se esse deixar as viagens para Miami. A conclusão já provocou muitas desistências  de candidatos e o resultado do nepotismo exacerbado deverá ser a continuidade da ausência do PMDB da prefeitura  de Curitiba desde a última vez que a ocupou em 1985 , há mais de trinta anos. Do antigo partido velho de guerra só sobrou o velho e poucos serão os chamados – e apenas os Requiões, os da grande família,  os escolhidos.

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