10:13Simulados e dissimuladores

Lázaro de Macedo

Rafael Greca relança-se candidato a prefeito de Curitiba. Na imagem que ele gosta, seria um Lázaro que ressuscita para a política. Mas não foi Cristo quem deu a ordem “levanta-te, Rafael”. Nem ele conseguiria. Foi são Caterpillar, padroeiro das patrolas.

Fingimento

A Aeronáutica faz simulações de revide a ataques terroristas durante a Olimpíada. Por ar, como se o Exército Islâmico, aliado às milícias e ao Comando Vermelho, despachasse drones-bombas. Drones-bombas porque o dia em que aparecerem homens-bombas autóctones teremos chegado ao Primeiro Mundo.

O problema é outro, até o EI sabe: o terrorismo autóctone, local e instalado, desfechado no chão, que incendiou seis carros nesta madrugada no Centro do Rio. Este ninguém toca, chegou para ficar. Portanto, a simulação não passa de simulação. Tipo fingimento.

Um por cento a mais

De novo a chatice do Datafolha, agora sobre a Olimpíada. 50% dos brasileiros são contra, 40% a favor. Grande novidade. O Brasil está dividido, finalmente, mérito de Dilma, que conseguiu a proeza sem saber fazer as quatro operações.

Acontece que pesquisa é como a estatística e esta é como o biquíni, na definição do economista Aaron Leveinstein, dos EUA: “revela o interessante, mas esconde o essencial”. Portanto, ponho sob suspeita os números.

Invoco o apoio de dois grandes brasileiro, Leonel Brizola e Lula da Silva. Um duvidava de qualquer pesquisa para a qual não tivesse sido consultado; para o outro se a pesquisa o consultasse, daria 1% a mais.

Agora, cá muito entre nós. Qual Brasil foi esse, que valor tem a amostragem de pesquisados num universo tão desigual, díspar, extenso e em grande parte rarefeito como o Brasil? Não fui consultado. Fosse, seriam 51% de brasileiros contra a Olimpíada.

Grandes mentes

Na convenção do Partido Republicano, ontem, Melania Trump, mulher de Donald, o candidato escolhido, fez discurso que reproduz palavra por palavra o discurso de Michelle Obama, mulher de Barack, na convenção de 2008, em que seu marido foi escolhido candidato pelo Partido Democrata. Deu um tremendo bafafá danado.

Não vejo por quê? Nos EUA há explicação para isso: great minds think alike, as grandes mentes pensam igual. Temos até correspondente em brasílio-político: os grandes mentem igual.

(ROGÉRIO DISTÉFANO)

 

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