11:46O ANARQUISTA

dilmanarquista

Enfim uma mulher sapiens 

O cravo brigou com a rosa

Luíza Brunet quer R$ 100 milhões de indenização pelos anos de união estável com o empresário Lírio Parisotto. Romance que começa no motel acaba na pensão.

Alegria de pobre

A tocha olímpica passou por aqui. Distribuiu congestionamento gigante no anel central e euforia incontrolável no povo. Congestionamento é o nosso dia a dia. Agora, euforia? De quê? Das medalhas que como sempre não teremos, do legado olímpico que em dois anos será sucata e escândalo de superfaturamento? Que o país está errado ninguém discute. Que está errado demais ninguém ignora. Mas Curitiba vibrar com a tocha? Na falta de pão, vai circo mesmo.

Então tá

Do restaurante na Vila Hauer: “É proibido comer duas pessoas no mesmo prato”.

São Rafael e o nosso inconsciente

Gustavo Fruet estampa a bandeira de Curitiba nos ônibus do transporte coletivo “para recobrar no inconsciente da coletividade dos eleitores a importância da continuidade de seu trabalho”. Emocionante, não? É o argumento que Rafael Greca usa para obter liminar na justiça eleitoral contra o prefeito Fruet. O juiz negou a liminar. Ainda há juízes em Curitiba. A bandeira ficou obscena, ilegal, imoral e politiqueira.

Não importa o símbolo histórico da bandeira, nem sua função política abstrata. Pouco se lhe dá a Greca, nem o quanto custa para escorvar a bandeira da frota geral. Mais um pouco ele pedirá que a bandeira saia do mastro da prefeitura, dos carros oficiais, do saite. Greca salta direto para Jung, com sobrevôo em Lacan. Freud não serve para Greca, porque Freud explica – e a explicação não convém, esse Freud cavouca coisas perigosas na gente.

Embora discorde, tenho que dar a mão à palmatória: Greca atirou no que viu e acertou no que não enxergou.  Esses sacanas, presidente da República, governador do Estado e prefeitos em geral vivem tirando vantagem da bandeira. O próprio Greca fez isso quando prefeito. Mas embora seja primata superior, de tão obeso e obcecado não enxerga o próprio rabo. Só não se enrolou na bandeira porque (com razão) discorda das cores.

Greca continua a tratar os eleitores como sempre fez, os bobinhos que toleram suas metáforas de sacristia e torneios de lealdade a partidos e patronos. Ele não tem a mínima preocupação com o inconsciente que Gustavo Fruet pode manipular – aliás, nada menos plausível que Fruet manipulando gente, no individual ou no coletivo. Greca está preocupado com o inconsciente que ele, Greca, receia não mais poder manipular.

(ROGÉRIO DISTÉFANO)

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