16:23O melhor aeroporto é o daqui

Da Folha.com

Porta de entrada da Olimpíada, Galeão tem pior avaliação entre aeroportos

O Aeroporto do Galeão (RJ), principal porta de entrada dos cerca de 1 milhão de viajantes previstos para viajar durante os Jogos Olímpicos, teve a pior avaliação entre os grandes aeroportos brasileiros no trimestre passado.

A nota do aeroporto numa escala de 1 a 5 foi de 3,91 numa pesquisa de avaliação feita por passageiros nos 15 maiores aeroportos do país, divulgou nesta quinta-feira (14) o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. A nota do Santos Dumont, o outro aeroporto da cidade que é administrado pela estatal Infraero, foi maior: 4,44.

A nota do Galeão é praticamente a mesma do trimestre passado e abaixo da nota do mesmo período de 2015. O aeroporto mais bem avaliado do país foi novamente o de Curitiba, com nota 4,64, da Infraero. O pior foi o de Cuiabá, também da estatal, com 3,36.

A previsão do ministério é que pelo Galeão passe a maior parte do público que vai aos jogos, incluindo atletas, trabalhadores e turistas.

O Galeão foi privatizado em 2014 e a concessionária Rio Galeão —associação entre Odebrecht Transport (Brasil) e Changi (Cingapura)— iniciou obras de ampliação e reforma do terminal. Desde então, as notas de avaliação da pesquisa, que analisa 38 itens como tempo de espera, conforto, qualidade e preços, estão em queda.

De acordo com o ministério, a redução da percepção de qualidade dos passageiros durante a obra é natural e ocorreu durante as obras para a Copa do Mundo com os aeroportos de Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Brasília (DF). Após a conclusão das obras as notas melhoraram e hoje elas estão acima de 4,1 em todos eles.

As obras do Galeão foram entregues em maio, dentro do prazo estipulado em contrato. Ficaram prontas 26 novas pontes de embarque e um novo pier com 100 mil metros quadrados, além de melhorias nos terminais já existentes.ici

“Sofreu impacto da entrega do novo terminal. Foi uma quedazinha e está na margem de erro. Mas a pesquisa em andamento já mostra dados de que a satisfação está melhorando”, afirmou o ministro Maurício Quintella.

Nos aeroportos privatizados de São Paulo, as notas melhoraram em relação ao mesmo período de 2015. Em Guarulhos, a nota passou de 4,04 para 4,40, o maior crescimento registrado. Mas a nota de Guarulhos é levemente pior que a do trimestre anterior, que foi 4,44.

Campinas subiu de 4,27 para 4,34. Já a nota de Congonhas, da Infraero, caiu de 4,17 para 3,99.

A pesquisa ouviu 13,5 mil pessoas no período. Houve uma mudança na metodologia iniciada em 2013, com os itens de respostas sendo alterados e reduzidos de 48 para 38.

A nota média dos 15 aeroportos saiu de 3,86 em 2013 para 4,16. O valor é acima do nível 4, que é o mínimo desejado pelo ministério para cada aeroporto, mas teve a primeira queda em relação ao trimestre anterior, quando chegou ao topo de 4,19, desde que as obras da Copa do Mundo ficaram prontas.

GREVE

O ministro afirmou que a greve dos Auditores Fiscais da receita, iniciada nesta quinta-feira, preocupa por causa dos problemas que pode causar aos passageiros. Segundo ele, os servidores estão em negociação com o ministério do Planejamento que tenta resolver o problema.

“Espero que isso se resolva o mais rápido possível para não ter impacto nas Olimpíadas”, afirmou Quintella.

Sobre o anúncio do presidente Michel Temer de que pode conceder os aeroportos de Congonhas e Santos Dumont, Quintella afirmou que um novo modelo está sendo discutido, mas ele não vai poder prejudicar ainda mais a saúde financeira da Infraero.

Para ele, é preciso encontrar um equilíbrio para não prejudicar ainda mais a empresa que, na opinião dele, deve ser fortalecida. O ministro criticou o modelo anterior de concessão, em que a Infraero ficou como sócia em 49%, mas recebeu a obrigação de ficar com todos os funcionários, deixando a empresa com prejuízo de R$ 5 bilhões em dois anos.

“O modelo anterior foi equivocado. Gerou obrigações que desequilibraram a saúde financeira da empresa. Mas não há decisão [sobre privatizar]“, afirmou o ministro afirmando que a primeira reunião do PPI (Programa de Parceria em Investimentos) poderá ocorrer entre o fim deste mês e o início do próximo. “É preciso ter todo cuidado do mundo, principalmente com as notícias”.

O ministro afirmou que, neste ano, 1.400 funcionários da empresa devem aderir a um programa de demissão voluntária e que está em estudos para as próximas concessões colocar uma obrigação da empresa para injetar dinheiro para demitir os funcionários.

Em relação à Medida Provisória aprovada recentemente que abriu a possibilidade de estrangeiros terem até 100% do capital de empresas aéreas nacionais (antes era 20%), Quintella afirmou que ela ainda não foi sancionada pelo presidente.

Segundo ele, o compromisso do governo com os senadores de vetar o aumento do percentual está mantido porque o objetivo é permitir que o Senado discuta a matéria, o que não foi possível porque a MP chegou ao plenário no último dia antes de perder a validade. Mas ele afirmou que o compromisso do governo continua sendo abrir totalmente o mercado para a participação de estrangeiros.

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