14:07Uma aula de história num futuro distante

por Claudio Henrique de Castro 

Alunas e alunos, bom dia! Hoje vamos falar sobre o começo do século XXI na história do Brasil.

Naquele início dos anos 2.000 o país foi varrido por grandes epidemias transmitidas pelo mosquito chamado “Aedes Aegypti”. O saneamento público era precário, os governos, em boa parte, eram incompetentes e corruptos, não tínhamos infraestrutura e havia uma crise moral sem precedentes na política brasileira.

Vários escândalos foram desmascarados. O primeiro, denominava-se Mensalão, depois veio o Petrolão e se sucederam dezenas de operações da Polícia Federal, que prendeu os chefões do crime organizado contra os cofres públicos.

Os grandes tentáculos da corrupção estavam em boa parte enraizados entre os políticos dos poderes Legislativo e Executivo.

Passados alguns anos foi instituída a pena de fuzilamento para os crimes de corrupção e milhares foram fuzilados ou encarcerados perpetuamente, estes no caso de lavagem de dinheiro.

Foi um choque para a época pois o país estava acostumado com a impunidade nos crimes do colarinho branco, mas a população despertou frente a grande omissão dada às epidemias do mosquito que transmitia várias doenças tropicais.

Milhões foram infectados, milhões nasceram com microcefalia, ocasionada pelo Zika Vírus, e isto despertou nas pessoas a vontade de mudança e deposição da classe política corrupta e incompetente.

Essa época é denominada de “Época da Peneira” por boa parte dos historiadores. Este termo faz referência a uma expressão popular “tapar o sol com a peneira”, pois o povo descobriu que a realidade era bem diferente dos discursos oficiais e da demagogia política – e isto que levou a uma mudança na forma de encarrar a política instituída e seus governantes.

O Futebol também passou por transformações a partir dos escândalos da FIFA e houve uma profunda moralização dos clubes que existiam à época, pois estes também lavavam dinheiro sujo.

Foi instituído o voto facultativo, acabaram-se os partidos políticos, houve uma profunda reforma política e refundou-se a República que conhecemos hoje em dia, passados trezentos anos.

Houve a taxação das grandes fortunas, os bancos deixaram de ganhar bilhões em cima de uma economia combalida que não valorizava a indústria nacional, o comércio e os serviços.

Também ocorreu uma profunda reforma tributária que favoreceu os municípios e, a partir do século seguinte, XXII, o governo passou a ser realmente para o povo e pelo povo e não para os fins privados como iniciara-se na época colonial.

No século XXII, a prioridade do país passou a ser a Educação e a partir desde momento adquirimos o domínio de várias tecnologias e alteramos profundamente nossa economia.

Hoje, em 2415, conseguimos ver o quanto foram importantes aquelas mudanças para que nos tornássemos o país que somos, com uma economia dominante no cenário mundial, detentores de altíssimos conhecimentos em tecnologia em decorrência das nossas revoluções na Educação e principalmente da depuração da classe política que foi, por séculos, nossa pior mazela.

Alguma pergunta sobre o ponto? Após respondidas as indagações (…).

Por hoje é só pessoal, até a próxima aula.

*Claudio Henrique de Castro é advogado e professor de Direito

3 ideias sobre “Uma aula de história num futuro distante

  1. Bruno

    Excelente!
    Mas tomara essa aula se concretize um pouco antes né?!
    Só espero que até 2415 o Atlético seja campeão mundial e não haja na Arena uma estátua do Petraglia.

    Abraço.

  2. John Doe

    Este “conto” parece que foi tirado da série Star Trek, Jornada nas Estrelas, só pode ser coisa futurista mesmo. Vou morrer e nem o voto facultativo não vai acontecer.

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