7:03Renê Dotti e a patrulha estúpida

Um curioso leu atentamente a reportagem “O silêncio dos inocentes”, publicada no jornal Gazeta do Povo (ver link no fim do texto), e pinçou as partes onde o advogado René Dotti, um dos maiores criminalistas do Brasil, relata impressionado o que captou durante uma uma palestra na Universidade Federal, onde se formou e lecionou, principalmente sobre a Faculdade de Direito daquela que é uma das mais antigas instituições de ensino universitário do país. Confiram: 

11.As reações distintas dos estudantes de Direito

Antes de cada palestra foram exibidos slides contendo imagem e som durante quinze minutos, mais ou menos. Ao fundo uma voz narrava confrontos entre polícias militares e estudantes; prisões e espancamentos; manchetes de jornais e revistas, numa espécie de inventário de violência e morte.

Os universitários dos dois primeiros estabelecimentos de ensino, compareceram em grande número e participaram ativamente do evento fazendo-me as mais variadas perguntas. A demonstração de interesse em saber uma parte relevante da História do Brasil não houve, porém, com os alunos do Curso de Direito da Federal. Dias antes da reunião (13 de maio, 19 horas), o Centro Acadêmico Hugo Simas havia divulgado o tema da palestra sob o título: “Movimentos populares no Estado Democrático de Direito”.

Estranhei a presença do reduzido número de estudantes (menos de 20), apesar da publicidade feita pela dedicada e eficiente universitária Paula Tracz, que anteriormente fora estagiária em meu escritório com excelente desempenho. Minhas palavras iniciais tiveram o propósito de relaxar o ambiente que percebi estava tenso. Disse para os acadêmicos que não lhes falaria sobre Direito Penal e sim a respeito de assunto de grande interesse nacional. Fez-se um grande silêncio… Apesar disso, arrisquei a primeira pergunta:

“ O que aconteceu em nosso país, no dia 15 de março deste ano?”

Novo e surpreendente silêncio. Eles apenas me olhavam. Eu mesmo respondi:

“O dia 15 de março de 2015 completou 30 anos do fim do regime militar e a restauração do governo civil com a posse do Vice-Presidente José Sarney em face do impedimento do Presidente eleito Tancredo Neves que foi submetido a uma cirurgia de emergência na madrugada daquele dia. E que, infelizmente, veio a falecer em 21 de abril de 1985, sem obter recuperação”.

Nada! Continuavam absolutamente quietos. Apenas me olhavam como seu eu estivesse falando outra língua e em outro lugar.

Volto a perguntar:

“E no dia 12 de abril o que aconteceu? Ouviram falar do “panelaço?”

Nada! Nem mesmo quando insinuei que a multidão fazia barulho com um instrumento de cozinha…

Nada! Após alguns segundos de espera, resolvi quebrar o gelo comentando detalhes do protesto. Ponderei que não tivessem qualquer receio de falar porque a própria Presidente Dilma, ao ser perguntada sobre o episódio, disse que vivemos em uma democracia e que os protestos são legítimos.

Desistindo de falar sobre o tema anunciado, isto é, a liberdade dos movimentos populares em uma democracia, passei a fazer ligeiros comentários sobre as profissões do Direito e as oportunidades que o diploma pode oferecer. Em seguida coloquei-me à disposição para responder alguma pergunta. Nenhuma foi feita!

Anunciei, então, a distribuição gratuita do meu livro, Memória da Resistência Civil- Da ditadura militar à democracia civil: a liberdade de não ter medo”, contendo petições e artigos referentes à experiência da advocacia dos tempos de chumbo. A publicação é do Instituto Memória Editora, sob a direção sensível e o trabalho fecundo de Anthony Leahy.

A partir daquele momento a atmosfera do pesado silêncio dissipou-se e os alunos se aproximaram para receber autógrafos. Os diálogos fluíram entre cumprimentos formais e sorrisos: “- Meu pai foi seu aluno e mandou-lhe um abraço”, disse um deles. “Minha tia é juíza e disse que lembra do senhor”, falou outra. Outros disseram quer tinham me visto na televisão.. Surgiram algumas perguntas que respondi com exemplos práticos. Quanto aos livros, certamente serão lidos ou, pelo menos, folheados. Será um começo para perder o medo e conhecer um pouco do passado…

Mas por que os alunos de minha faculdade, onde estudei e lecionei, de 1962 até 2004, estavam paralisados pelo medo? E medo do quê? Qual seria a estúpida patrulha ideológica que os emudeceu?”

(http://www.gazetadopovo.com.br/vida-publica/justica-e-direito/colunistas/rene-ariel-dotti/o-silencio-dos-inocentes-3yv1j4vmm5tis0kws6lqyonu9)

13 ideias sobre “Renê Dotti e a patrulha estúpida

  1. Sergio Silvestre

    Se o Rene Dotti,famosos bla~bla ~bla ensinasse a fazer canteiros e plantar hortaliças faria um bem melhor do que ficar defendendo políticos ricos e que metem a mão no jarro.
    Acho que o mundo está muito cheio de palestrantes que se for medir o resultado é zero dauilo que falam e por sinal ganham, muito dinheiro com isso,se quer ver palestras que devem ser pifias do Lula e do FHC e pagam 200 paus por isso.
    Vai fazer uma horta Renne Dotti,vá plantar hortaliças.

  2. ferreira

    Os estudantes estão sendo doutrinados com ideologias comunistas e não democráticas e o patrulhamento é da UNE que os tornam massa de manobra, mas, o que vale mesmo para os idiotas é a cervejinha e o baseado para consumirem nas noites em postos de gasolina e o futebol nos finais de semana quando se fantasiam com camisetas e portando suas bandeiras vão aos circos de peladas torcer por seus milionários ídolos boleiros .

  3. TOLEDO

    Silvestre, eu queria ver o Moro numa palestra, eu pagava até dois reais sem reclamar e com direito a selfie. Agua de Moro baixo, fogo de Moro acima, voce é o cara.!!!!!!

  4. leandro

    Quanta imbecilidade neste comentário. ” Senhor perdoai-os pois eles não sabem o que fazem ” e principalmente o que dizem.

  5. Fausto Thomaz

    Fico de boca aberta com a inteligencia do Silvestre, o cara eh bom em tudo, ninguem presta pra ele, me diga Silvestre, vc ja ganhou algum premio Nobel na vida? Quantos livros vc ja escreveu?

  6. TOLEDO

    Silvestre, não se importe com os Coxinhas. Eles gostariam de morar na Argentina porque assim sentiriam o gostinho da vitória.

  7. Imbroglio

    Este sujeito que atende por Silvestre é um desqualificado, idiota e covarde!
    Escreve merdas de forma contumaz e nunca é admoestado.
    Vai você carpir um lote sujeito ignorante. Respeito é bom e é uma via de mão dupla.
    Suas agressões a uma figura como a do Prof.Rene Dotti demonstram toda sua falta
    de conhecimento e educação.

  8. Sergio Silvestre

    Fausto,nesse dia cinza e chuvoso,estou aqui tentando decifrar como o clima tempo acerta tudo o que vai acontecer na Quarta feira,e eu tento desvendar como isso acontece para também antecipar os números da mega sena de quarta.Fiz 40 cartelas com o mesmo numero,anote ai 3-6-9-12-15-18,segundo o futurologista disse que esses são os numeros.

  9. leandro

    Já escreveu sim ! ” O meu amado amante”, “Os charutos também falam” ” A inveja é uma merda que eu assim me sinto”, “Juntos em Cuba e Venezuela”, ” todos nesse padrão.

  10. Sergio Silvestre

    Nofhsssa?????????desconfio que tem alguns me seguindo.Mas Fausto,se quer saber minha biografia vai na Wikipedia,meu nome verdadeiro é Albert,vulgo Einstein.

  11. leandro

    Toledinho e Silvestrinho, amiguinhos então repito a frase do papai do Toledo. ” a pressa vai e o cocô fica”. Assim fica mais carinhos e não falo merda que vocês se “ofodem”, afinal estarei falando do prato preferido de ambos.
    Ademais este troca troca de vocês já é público e esta é a razão de vocês acharem que estão abafando, mas na realidade estão ambos um afogando o do outro

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