15:07Meia linha

De Jaime Lerner, em entrevista à Gazeta do Povo

O sistema de transporte não pode ser político, tem de ter qualidade. Querer transformar o metrô num agente político é infantilidade. Tem de ver se o custo é viável, quanto tempo vai demorar. Vamos sacrificar gerações e gerações para fazer meia linha e a cidade pagar cada vez mais, subsidiando operação? Não é insistir em ser pai, tem de melhorar a vida das pessoas. Também não dá para falar em criar algo que já existe há 150 anos. Todo mundo pensa que o metrô vai passar na frente da casa, que será uma rede completa. Usam o imaginário de cidades como Londres, Paris. Mas não é o caso. É meia linha. Querem vender a Angelina Jolie e vão entregar uma velha de 150 anos atrás.

Uma ideia sobre “Meia linha

  1. Zangado

    Deveria ser gravado em diorito negro e fincado na Praça da Salete, em frente à Prefeitura, para que daqui a um tempo se constatassem os pregoeiros estultos desse metro.

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