8:45A Bíblia e as bibliotecas

O vereador Chicarelli (PSDC) é o autor do projeto de lei que “determina às bibliotecas de escolas públicas e privadas da cidade a disponibilização de pelo menos um exemplar da Bíblia”. Ele justifica: “Ela não pode ser vista apenas como um livro religioso. A Bíblia é o maior best-seller do mundo, o mais vendido e mais lido. É também um livro de autoajuda e pode ser usado para consultas”. O projeto está em trâmite na Câmara Municipal de Curitiba. Mas antes de ser aprovado, seria bom que se informasse quantas bibliotecas existem nos estabelecimentos escolares da capital.

 

2 ideias sobre “A Bíblia e as bibliotecas

  1. Vinhoski

    Diferente do edil, penso que um livro que fala abertamente sobre incesto (Abraão e Sara em Gênesis, Ló e suas filhas em Gênesis, Amnon e Tamar em Samuel), que dá detalhes dos 100 prepúcios que o rei Davi conseguiu para se casar (sem contar aquela história mal-contada com Absalão), ou que me proíba de comer camarões (Levítico), não deveria estar assim, como podemos dizer, acessível. Além do mais, as bibliotecas públicas, laicas por natureza, teriam que ter suas áreas aumentadas para abarcar livros de outras denominações religiosas, pois exigir a Bíblia é abrir a precedência para que a literatura Baha’i, para as sutras budistas, para o Livro de Mormon, as escrituras da doce Ellen G. White, o egípcio Livro dos Mortos, os Vedas e Upanishads do Hinduísmo, o Corão, o Talmud, a Bíblia de LaVey, a Dianética da Cientologia, o Livro dos Espíritos, o Tao Te King, Os Livros Sagrados de Thelema, os livros de Yorubá, entre tantas religiões que a imaginação humana foi capaz de registrar em pergaminhos, papiros e em papel.

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