19:28Na vida dos anões

Do blog Cabeça de Pedra

Nunca tinha visto nas ruas da cidade até se encantar com “Também os Anões Começaram Pequenos”, filme do diretor Werner Herzog. Era cinéfilo – e gostava de assistir tudo em casa. A internet facilitou seu trabalho. Baixava tudo. Mas a partir daquele filme começou a sair. A pé. Procurava. Queria saber se existia. Queria conversar, fazer amizade. Um dia viu um casal saindo de uma loja de eletrodomésticos no Centro da cidade. Apesar da timidez, tomou coragem, se apresentou e contou sua história. O casal nunca tinha ouvido falar do filme e muito menos do diretor alemão. Ele se comprometeu a levar o vídeo para a casa deles. Era uma forma de se aproximar. Eles aceitaram. Ele foi. Tão bem recebido que até demorou um pouco mais depois do fim da história. Comeu as broinhas de fubá que só conhecia nos contos de Dalton Trevisan. Adorou também. Estava emocionado e tão à vontade com nunca acontecera em sua vida. Antes de se despedir, falou sobre isso e chorou um pouco. O casal de anões pediu para ele voltar quando tivesse vontade. Antes de sair o homem da casa quis tirar uma dúvida. Perguntou se todos na família dele eram da mesma altura. Ele disse que não – a maioria era baixinha. Só ele atingira os 2,20m. 

 

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