15:34Sindicância no São Vicente

Da assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Curitiba:

Câmara vai acompanhar sindicância do atendimento a Raiz

O diretor-superintendente do Hospital São Vicente, o médico Marcial Carlos Ribeiro, prestou esclarecimentos à Câmara Municipal de Curitiba sobre o atendimento ao ex-prefeito Saul Raiz, baleado em tentativa de assalto na região central, no último sábado (16). Ele disse que a comissão interna de sindicância instalada para apurar o caso terá um parecer no prazo de 15 a 30 dias. Foi acertada, durante a Tribuna Livre desta quarta-feira (20), a participação da Comissão de Saúde, Bem Estar Social e Esporte do Legislativo no grupo, que também reúne uma procuradora do Ministério Público do Paraná (MP-PR)

O convite para a participação de Marcial partiu do vereador Dirceu Moreira (PSL), que na véspera havia apresentado à Casa nota de esclarecimento do hospital. Segundo o médico, qualquer resposta neste momento sobre a existência de omissão no atendimento a Raiz seria “no mínimo, precipitada”. Ele relatou que imagens do sistema de monitoramento mostram que o ex-prefeito chegou andando e que permaneceu no local por 62 segundos, antes de ser conduzido ao Evangélico, no próprio veículo, por manobrista do estacionamento terceirizado do São Vicente, o que “não poderia ter sido impedido”.

Marcial e o diretor técnico da instituição, o médico Carlos Motta, esclareceram, após questionamentos de diversos vereadores, que o manobrista foi remanejado para outro estacionamento da empresa na qual trabalha, e não demitido. O mesmo procedimento foi adotado em relação aos profissionais do hospital envolvidos no atendimento, alocados devido à sindicância. Eles também afirmaram que cabe à comissão interna apurar os fatos e repassar as conclusões aos órgãos responsáveis. Ainda de acordo com Motta, estão sendo ministrados treinamentos aos funcionários para a condução de situações semelhantes.

O debate levou o diretor-superintendente do hospital a justificar que o São Vicente não possui pronto socorro, e sim pronto atendimento, com “portas abertas” apenas para a cardiologia e a neurologia. “Não há hospital em Curitiba com equipes disponíveis de todas as especialidades. O atendimento seria irresponsável”, argumentou, salvo em caso de “risco imediato”. O médico falou sobre sua trajetória e a história da instituição, que deve ganhar nova sede na Cidade Industrial de Curitiba. “Parece que quando as crises existem, se sobrepõem.”

Diversos vereadores se manifestaram. Apesar de elogios à lisura do São Vicente, o atendimento ao ex-prefeito foi bastante criticado. A segunda vice-presidente da Câmara, Julieta Reis (DEM), questionou se Marcial admite a ocorrência de “falha grave”, e que o deslocamento ao Evangélico deveria ter sido realizado por ambulância. O presidente da Casa, Paulo Salamuni (PV), apoiou que a discussão seja aprofundada nas comissões permanentes. Autor do requerimento para a realização da Tribuna Livre, Dirceu Moreira, que já trabalhou no hospital, disse que o convite não foi para julgamento da instituição, e que também não se pode mascarar a falta de segurança, outro grande problema da cidade.

Jorge Bernardi (PDT), dentre questionamentos apresentados ao diretor-superintendente, lembrou que o hospital é uma instituição filantrópica. Também se manifestaram o líder do prefeito, Pedro Paulo (PT), a líder da oposição, Noemia Rocha (PMDB), e os vereadores Carla Pimentel (PSC), Chicarelli (PSDC), Cristiano Santos (PV), Chico do Uberaba (PMN), Valdemir Soares (PRB), Aldemir Manfron (PP), Jonny Stica (PT), Mestre Pop (PSC), Colpani (PSB) e Rogerio Campos (PSC). Para finalizar, Salamuni cumprimentou Marcial pelo ato de cidadania de prestar esclarecimentos à Câmara espontaneamente.

Sindicância

A comissão interna de sindicância para apurar o caso deve se reunir novamente na próxima segunda (25), às 11h. O colegiado de Saúde da Câmara de Curitiba será representado pelo vereador Chicarelli, graduado em Odontologia e em Farmácia.

5 ideias sobre “Sindicância no São Vicente

  1. Reimann

    Tá bom agora querem justificar o injustificável. Acho que não tem explicação e isso só está acontecento , infelizmente em função da pessoa notória do Saul Raiz. No caso várias ocorrência aconteceram, desde a omissão de socorro, até a falta d3e4 solidariedade com o ser humano, seja lám quem for, não adianta agora explicar que ele permaneceu “62 segundo” no patio do hospital. Vergonha, falta de sensibilidade e de atenção, tem mesmo que ser escrachasdo o hospital que é um dos considerados de alto nivel e referência em transplante de figado. Não tem escape tem que receber cacetada mesmo e a indihnação de todos acompanhada com uma séria investigação, interna, da Câmara e da Policia quanto a um possivel crime de omissão de socorro.

  2. carlos rocha

    Que houve omissão de socorro tá claro, o que tem que fazer é encaminhar o caso ao conselho de medicina.

  3. Lucas

    Tudo bem, tenho muito respeito pelo Saul Raiz e toda sua obra política, mas ninguem se preocupa dessa maneira qdo é o Zé Butina da padaria do Tatuquara.

  4. fano poli

    os hospitais Cajuru e Evangelico por terem verbas da prefeitura passaram a comer mortadela junto com o Siate e os hospitais como o S. Vicente e outros comem caviar; um local onde tem transplante de figado sendo referência nacional, cirurgia cardíaca entre outros tinha por obrigação internar o Sr. Saul ou qualquer que seja, mesmo indigente nestas circunstâncias conforme a lei determina. Acho que este caso deve ser estudado com muito carinho pela promotoria da área de saúde na pessoa do Dr. Marco A. Teixeira – bem como a máfia de grandes idosos em UTIS – é a maior fonte de renda destas unidades os idosos e cancerosos terminais que ficam aguardando a morte e na maioria das vezes com conivência da familia que não quer mais se incomodar sendo que a morte deveria nestes casos ocorrer em casa ao lado dos entes queridos. E ai se lê que falta leito de UTI – sugiro que a Sec. de Saúde, CRM e Promotoria do Idoso faça um trabalho estatistico nos últimos dois anos para ver nas UTIS de Curitiba e região metropolitana a faixa etária dos internados, prazo de permanência e respectiva patologia. Com a palavra a promotoria de saúde e do idoso.

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