16:41Lugares nenhuns

de Manoel de Barros

Quando nasci

o silêncio foi aumentando.

Meu pai sempre entendeu

Que que eu era um torto

Mas sempre me aprumou.

Passei anos me procurando por lugares nenhuns.

Até que não me achei – e fui salvo.

Às vezes caminhava como se fosse um bulbo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *