18:50O Cine Passeio e o retorno das salas de rua

A Fundação Cultural de Curitiba informa:

Liberado potencial construtivo para obra do Cine Passeio

O prefeito de Curitiba Luciano Ducci assinou o decreto municipal nº 1275/2012, que define como Unidade de Interesse Especial de Preservação (UIEP) o edifício do antigo quartel da Rua Riachuelo. O decreto também estabelece a transferência de potencial construtivo, possibilitando a arrecadação de recursos para a instalação no local do novo complexo cultural Cine Passeio, com três salas de cinema, além de salas de cursos, de edição de imagem e som, e uma biblioteca voltada às artes audiovisuais. De acordo com a presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Roberta Storelli, o projeto executivo já está pronto e o novo espaço vai compor junto com a Cinemateca de Curitiba as unidades de fomento, incentivo e divulgação da produção curitibana na área de cinema e audiovisual. “Essa é a grande novidade do ano, depois da entrega das obras de reforma do Portão Cultural”, disse Roberta Storelli.

A Fundação Cultural de Curitiba recebeu a permissão de uso do imóvel em junho de 2010, quando passou a desenvolver, em conjunto com o Ippuc – Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba, o projeto de ocupação do espaço. A área do novo centro cultural, conforme o projeto dos arquitetos Dóris Teixeira e Mauro Magnabosco, é de 2.500 m², e o custo da obra previsto em R$ 5.776.504,32.
Duas salas de projeção, com 111 lugares, receberão os nomes dos antigos cines Luz e Ritz que funcionavam na Rua XV de Novembro. Haverá também uma outra sala de projeção, de 87 lugares, que servirá aos cursos. Estão previstas ainda áreas de convivência e espaço para encontros e exposições. “Além de trazer de volta os cinemas de rua, o Cine Passeio é concebido para atender a todos aqueles que amam cinema”, afirma a presidente da Fundação Cultural.
A localização e a história que cerca o antigo quartel conferem ao espaço uma importância simbólica para a memória curitibana – aspecto que foi considerado para caracterizar o imóvel como unidade de interesse de preservação. Além do caráter simbólico, o antigo quartel localiza-se num dos primeiros e mais relevantes eixos da formação urbana de Curitiba, a Rua Riachuelo e seu prolongamento na Barão do Rio Branco que, juntamente com a Rua 15 e a Praça Tiradentes, constituía o espaço nobre para o comércio e as moradias da cidade no final do século 19.

História – A edificação localizada na esquina das ruas Riachuelo e Carlos Cavalcanti foi construída em meados da década de 1930 para abrigar setores administrativos do Exército. No local, anteriormente, funcionavam as instalações da Impressora Paranaense, administrada pelo Barão do Serro Azul e responsável, entre outros trabalhos, pela edição do jornal 19 de Dezembro e por rótulos que revestiam barricas de erva-mate.
O imóvel situa-se num dos mais importantes setores de preservação patrimonial da cidade. Em Curitiba, além de edificações protegidas isoladamente, como Unidades de Interesse de Preservação, a salvaguarda do patrimônio edificado e dos sítios históricos se faz presente nas legislações de zoneamento, uso e ocupação do solo, por meio da regulamentação de áreas que abrigam conjuntos urbanos ou por regulamentação de instrumentos de política urbana.
Nesta linha de ação, a nova legislação de uso e ocupação do solo, aprovada em 2000, permitiu a ampliação do Setor Histórico e definiu como Setor Especial de Preservação e sítio histórico o Eixo Barão – Riachuelo (Decreto 186/2001), endereço do antigo prédio administrativo do Exército e futuro complexo do Cine Passeio.
O reconhecimento da importância histórica e patrimonial do endereço onde se localiza o futuro Cine Passeio também se faz pelos bens circunvizinhos que são tombados pelo patrimônio estadual, como o Solar do Barão, o Passeio Público, a primeira sede da Universidade Federal do Paraná e o Paço Municipal, este também reconhecido pelo IPHAN.
As ações de preservação do centro histórico permitem também que se intensifiquem as ações da Fundação Cultural de Curitiba com os demais órgãos envolvidos na preservação do patrimônio cultural, assim como a parceria com as secretarias municipais, estaduais e órgãos federais para a garantia da qualidade do espaço urbano da cidade. –

2 ideias sobre “O Cine Passeio e o retorno das salas de rua

  1. Juvenal

    1-Esse prédio não fez parte do termo de ajuste entre a Prefeitura-URBSUnião, na época quando da transferência do antigo quartel general para o Pinheirinho.Se não me engano houve uma permuta, onde a URBS que iniciou a CIC cedeu a ára e construção ao Ministério do Exercito (união) lá no Pinheirinho e foi por permuta com a União.
    2-Se isso for verdadeiro, então a área, no caso o prédio objeto da matéria já é patrimônio público municipal.
    3- Se o potencial constituido dessa área for vendido, entrará recursos ao Municipio que poderá executar os projetos citados.
    3-Então falamos de recurso financeiro e público.
    Não seria o mesmo caso da Arena do Atlético. Lá o Municipio pôs a venda cotas de potencial e me parece que quem negociará as tais cotas serás a Prefeitura, então o dinheiro resultado das vendas será público e assim poderá ser repassado a uma entidade privada.? Isso é uma pergunta.
    Existe ainda outra questão não bem explicada, que setrata dos valores do potencial se houve valorização, critérios e mais qual o resultado de todo o potencial já instituido na cidasde, quantovenderamquanto efetivamente seconcretizou e qual valor apropriado e se foi em investimento público.
    Acredito que são questões que estão na cabeça dos vereadores e daqueles que póssam ter que aprovar transação copm o CAP SA ou Atlético.
    A última falavam que o potencial do caso era de um valor e depois do novo orçamento das obras daArena o potencial teve sua cota valorizada, como se fosse ação da bolsa, iso de fato ocorreu?

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