14:12Vampiro vetado

Da Veja.com:

A editora Record, que inicialmente não quis se pronunciar sobre o veto ao curitibano Dalton Trevisan no vestibular do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (UFV), emitiu nota no começo da noite desta quarta-feira, lamentando o episódio. O livro de contos Violetas e Pavões, do curitibano, era previsto no programa do vestibular da UFV neste ano, mas foi retirado a pedido de pais e professores de cursinhos preparatórios.

LEIA: Confira um trecho do livro vetado, Violetas e Pavões

“Lamentamos que exista alguma rejeição em torno de um livro de Dalton Trevisan, autor cuja obra temos o enorme orgulho de publicar. Dalton Trevisan é reconhecidamente um dos mais importantes escritores nacionais e justamente este ano ganhou dois significativos prêmios pela qualidade de sua obra: em maio venceu o Prêmio Camões, o mais elevado reconhecimento a um autor de língua portuguesa; e em junho foi laureado com o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras”, diz o comunicado da Record.

O banimento de Trevisan denuncia uma atitude provinciana: seus contos foram considerados pesados por ter elementos como picantes como erotismo, drogas e crimes. Como reação, acadêmicos e estudantes lançaram um abaixo-assinado na internet para restituir ao programa do vestibular da UFV a obra de Trevisan, 86.

6 ideias sobre “Vampiro vetado

  1. Coronel Perseu Jacutingassa

    Não gosto do autor.
    Sou então suspeito para elogiar a iniciativa dos organizadores do vestibular.. :)

  2. Didi Mocó

    O maior contista do mundo, atualmente vivo e morando em Curitiba e por ignorância geral, ninguém sabe disto ! É fim !!!!

  3. antonio carlos

    O prêmio Camões deve representar muito pouco ou nada para os autores de língua portuguêsa. Não sou fã do Dalton, mas nega-lhe r o talento é prova inequívoca de ignorância ou desconhecimento da obra do cara. ACarlos

  4. pedro

    Francamente, o fato de duas ou três pessoas em Viçosa não terem vergonha de esconder sua incapacidade de compreensão em relação ao Dalton, não vai afetar os já baixos índices de alfabetização no Brasil.

    O mundo mudou e a maioria das pessoas que frequentam faculdades nos dias de hoje não têm interesse naquilo que estudam. O interesse básico que motiva tais pessoas é a oportunidade de melhorar o salário, “subir de vida”. A velha dualidade conhecimento/poder, sendo que hoje o conhecimento se tornou (pra certas camadas da sociedade) apenas um instrumento pra conquistar mais poder.

    Infelizmente a leitura de Dalton, Lygia Fagundes Telles, Rubem Fonseca, Murilo Rubião e tantos outros não vai acrescentar nada à vida dessas pessoas. Até poderia, mas elas não querem. O que é uma pena, mas fazer o quê? Obrigá-los a aceitar visões de mundo que eles já se programaram pra não aceitar? Eles que fiquem na idade média, tanto faz…

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