17:41PARA NUNCA ESQUECER

Leila Diniz foi embora no dia 14 de junho de 1972

Foi paixão fulminante e eterna porque ela estava ali, linda, na banca de revistas, com a toalha na cabeça e soltando os asteriscos em forma de palavrões como a gente falava ali na vila do subúrbio. E falava de sexo como quem toma um copo de água e isso no Pasquim que tinha muito mais e se transformou em bíblia e catecismo seja qual for a conotação. E quando ela surgia na tela da Tupi na tela em preto e branco a voz que saía da boca era tão doce, tão angelical, que se fosse preciso ajoelhar e orar pela musa de um Brasil chamado Ipanema nós todos faríamos com o maior prazer. Mãe, atriz, mulher que fez muito mais que a cena de queimar sutiãs como marketing de uma libertação que ela sempre teve. Explosiva, alegre, carinhosa, amante, fogo puro, queríamos seu colo ou senão o encontro onde ela determinaria que iria nos comer, como falava. Todos fomos possuídos por Leila Diniz. O avião sumiu, mas ela não. Amém.

2 ideias sobre “PARA NUNCA ESQUECER

  1. SEXAGENÁRIO

    Ela me lembra o jingles dos Biscoitos São Luiz que a garotada cantava na década de 60.
    Era assim : ‘ É hooora do laaanche que hoaara tão feliiiz quereeemos comer Leila Diniiiz ‘

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