15:15Na telinha, com sintoma

De Mané Galo, da Ilha do Chapéu, na Baía de Guaratuba:

 Acho que estou ficando velho e chato. Tenho mantido um olhar crítico em quase tudo o que vejo por aí.  Dedico uma boa parte da minha análise à mediocridade que assola a telinha do pobre telespectador. Alguns exemplos.  A previsão do tempo, que sempre se limitou a informar se no dia seguinte chove ou faz sol, foi transformada em programa dentro do programa. A chamada “Moça do Tempo” utiliza preciosos minutos, que deveriam ser dedicados a informações de maior interesse, para falar sobre o vídeo que fulano mandou, dar conselhos sobre hidratação, uso de protetor solar e por aí afora. Dia desses o vice-presidente Michel Temer chegou a Cascavel para o velório de um parlamentar do PMDB. A repórter informou a respeito e terminou a matgéria dizendo que Temer embarcou num comboio para se dirigir ao local do velório. Nao sei como se embarca em comboio. Só sei embarcar em automóveis, ônibus etc. Sei que os carros das autoridades seguiram em combio para o local do velório.  A televisão ficou dias e dias falando da invasão de águas vivas nas praias paranaenses. Nunca mostrou uma. Elas continuam desconhecidas para a maioria dos telespectadores. Um repórter da TV fez uma matéria sobre um surto de diarréia nas praias, coisa que acontece o ano todo para pessoas sem muito cuidado com higiene. O referido repórter entrevistou um funcionário da Vigilância Sanitaria e fez uma pergunta formidável: ” Quais os sintomas da diarréia?” Ainda bem que o funcionário educado não respondeu que o sintoma mais visível é a caganeira. Está difícil assistir a banda passar sem chutar o balde.

4 ideias sobre “Na telinha, com sintoma

  1. walter

    Caro Mané: a repórter do comboio é portuguesa, com certeza. Lá nas terras lusas embarca-se no comboio, o nosso conhecido trem. Mas, falando sério, realmente está difícil assistir a banda passar sem chutar o balde. E não é só na TV aberta não. Na dita fechada também…

  2. tony

    Concordo com voce Walter, ouvir estes repórteres de praia é um exercício de paciência, porque é muita burrice de uma vez só. E os caras são insistentes, não aprendem nunca. ACarlos

  3. jeremias

    É, Mané.

    E mais uma vez aconteceu de T-O-D-A-S as redes de televisão apresentarem a clássica reportagem sobre o preço de material escolar e discrepâncias de 216% nos preços das borrachas e dos apontadores. E a recomendação prudente: é preciso pesquisar!

    Dói. É muita mediocridade. Mas é assim que se faz TV por estas bandas…

    Me dá um engov aí!

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