9:03Yoni e Dilma

A blogueira cubana Yoni Sánchez, que faz oposição à ditadura daquele país, ganhou visto de turista do Brasil, informou ontem o Ministério das Relações Exteriores. Parabéns! Resta saber se será liberada para sair da ilha da família Castro a fim de assistir a estreia do documentário ‘Conexão Cuba-Honduras’, do cineasta Cláudio Galvão da Silva, que será exibido em Jequié (BA) no dia 10 de fevereiro – e onde ela é personagem. No dia 31 de janeiro a presidente Dilma Rousseff visitará Cuba e vai se encontrar com Raúl e Fidel Castro. Se conseguir a liberação de Yoni, engrandecerá sua biografia marcada pela truculência que sofreu de outra ditadura, a dos militares brasileiros.

2 ideias sobre “Yoni e Dilma

  1. xisburge

    Já fui contrário a dilma. Mas é inegável sua superioridade técnica e moral ao Lula, e penso agora, que também ao seu adversário na eleição passada. Em pouco menos de um ano mandou a síria e o irã plantarem batatas, e agora com este ato sutil, dá um tapa no governo de cuba. Só faltou mandar o terrorista batisti pra italia, mas isso é arte do seu antecessor.

  2. Daniel Godoy

    Está certo o governo brasileiro em conceder o visto a cubana Yoani Sanchez, conhecida opositora do governo cubano. Esperamos que ela possa vir ao Brasil e relatar suas experiências. Já estive em Cuba por cinco vezes. O povo é admirável, adora o Brasil. Todavia, as restrições a liberdade de imprensa e democráticas em geral são reais, até o acesso a Internet é bastante limitado. O boicote americano, que é real, não pode sustentar um discurso marcado pelo bipolar embate russo/americano, já superado de há muito pelo atual estágio de desenvolvimento histórico no qual nos encontramos. Creio que nosso compromisso primeiro é com os povos, sendo claro que defendemos o povo cubano contra as agressões e o boicote americano. Isso não significa submeter a nossa política internacional, marcada pelo respeito aos direitos humanos, a interesses de um regime que se recusa a fazer as mudanças necessárias para apontar um novo caminho ao seu povo. Uma posição mais firme do Brasil e dos outros países latinos, incluindo a Venezuela, (grande fornecedora de petróleo de Cuba) poderia ajudar o governo cubano a percorrer outros caminhos.

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