11:54Um editorial ayahuasca

Do ombdusman 

O semiólogo Humberto Eco, o roteirista Jean-Claude Carrère, o designer  Phillipe Stark, a “Acta Diurna”, prelúdio romano da imprensa, colheres, a roda, o martelo, a tesoura. O livro.

Com o perdão dos leitores da nossa querida Gazeta do Povo, o editorialista da edição 30 mil do poderoso rotativo deve ter viajado na ayahuasca.Talvez fosse melhor ao escriba da primeira página (muito bonita) em vez de fazer um enrolation com personalidades internacionais  e personagens da cozinha, do trânsito, da marcenaria e da costura, lembrar diretamente dos profissionais que construíram a história de 93 anos do jornal.

Compreenderia-se perfeitamente a sublimação do período áureo do famoso jabaculê na redação que, reconheça-se, foi eliminado com a assunção dos herdeiros Cunha Perreira e Lemanski. Da mesma forma – Deus me livre – não seria conveniente a lembrança de uma frase  de um ex-governador que em “petit-comitée” classificava O Dr. Francisco, patriarca do grupo, e Abdo Aref Kudry, seu parceiro no “Diário Popular”, ambos de saudosa memória, de” Dr. Jekyll e Mr Hyde (O médico e o monstro).

Poderosos, ambos nomeavam assessores de imprensa e secretários de Comunicação no eixo Prefeitura-Palácio Iguaçu.

Mas seria de bom alvitre (ops!) lembrar de gente como Clemente Comandulli e Aloar Ribeiro, no esporte; o sensacional Dino Almeida e sua coluna que colocava em êxtase nos verões a burguesia provinciana curitibana com sua “Divina Caiobá” e faturava seus trocados com os livros “Bandeirantes do Progresso”. E como tinha “bandeirante” progressista louco para aparecer.

A lista dos profissionais é enorme.

O editorialista, porém, deveria correr à Igreja dos capuchinhos e confessar seus maiores pecados: nem uma, uminha linha sobre liberdade de imprensa; nem uma, nem uminha linha sobre o pâncreas e o fígado do bom jornalismo: a reportagem. Nem 18 Ave-Marias e 12 Pai-Nossos de penitência apagam esses pecados.

Quanto ao monopólio da imprensa (com a compra da Tribuna do Paraná) e o virtual no Ibope da Globo, deixemos para o editorial  da edição 40.000. Seria querer demais dos poderes da ayahuasca.

2 ideias sobre “Um editorial ayahuasca

  1. Bebum

    Carequinha…Vc esqueceu que o Chico Beleza nomeou o irmão,médico, como Conselheiro do Tribunal de Contas?
    Lá, onde é requisito….” saber jurídico e conduta ilibada”

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