10:50Celepar faz auditoria e vai ao Ministério Público denunciar “indústria de ações trabalhistas”

A temperatura do clima que envolve as demissões na Celepar vai aumentar muito. Contra a ofensiva do sindicato da classe que denunciou ontem demissões na empresa, sabe-se agora da existência de uma auditoria interna na empresa que identificou indícios de uma “indústria de ações trabalhistas” contra a  empresa detectada pelo departamento jurídico, sendo a maioria por danos morais e envolvendo altos valores. Segundo informações que chegaram ao Palácio das Araucárias, o estranho é que todas elas sempre estiveram a cargo de um mesmo escritório – o Passos & Lunard -, que tem como um de seus sócios o ex-vereador do PT de Curitiba, André Passos, o mesmo que ontem levou denúncia contras as demissões ao Ministério Público Estadual. O valor das ações é de algo em torno de R$ 4 milhões – e as analisadas pela auditoria são apenas 17. Segundo se informa, outro fato incomum é que estas ações, a maioria por “assédio moral”, ou seja, reclamações que não demandam evidências materiais. E que, segundo a auditoria, elas se multiplicaram entre 2007 e 2010, no governo Roberto Requião, exatamente quando o responsável pelo departamento jurídico da Celepar, primeiro como assessor, depois como diretor, era o advogado Tarso Cabral Violin, que, segundo consta, é amigo de Passos há muito tempo, fato que pode ser constatado nas ações populares juntos que assinaram juntos, nos manifestos contra o neoliberalismo, em defesa de movimentos sociais, etc. Segundo a auditoria, que também vai engrossar o caldo do assunto no Ministério Público, os dois só tiveram em lados opostos exatamente nos casos das ações na Justiça do Trabalho, quando, segundo se informa, aumentou muito o passivo da empresa nas causas perdidas. A conferir.

14 ideias sobre “Celepar faz auditoria e vai ao Ministério Público denunciar “indústria de ações trabalhistas”

  1. Apolinário Zarzuela

    Toda empresa mal administrada alega ser vítima da conspiração de uma “indústria de reclamatórias”. A simples subordinação hierárquica ao ex-governador já torna verossímil a hipótese de assédio moral, pelo modo como sempre tratou seus funcionários e assessores. Empresas bem administradas tem poucas RTs. O resto é desculpa da incompetência.

  2. Coronel Perseu Jacutingassa

    Ação entre amigos: a gente vê por aqui ! E dá-lhe companherada! Lutando contra o neoliberalismo, o imperialismo, o capital internacional…o sistema solar e, muito a favor de minas de ouro Da viuva…

  3. Fábio

    Direito a justiça é assegurado pela constituição. Colocar em dúvidas decisões do poder judiciário é coisa de regime militar. Omitir que as principais ações contra a CELEPA, em termos de valor, são dos atuais gestores da empresa é no mínimo estranho. Defender gestores despreparados e colocar a culpa em que construiu a boa reputação da empresa seria estranho se não fosse trágico.

  4. Fernando

    Nonnn, nada de amizade meus caros!!!! São só coincidências. Injustiça achar que tem caroço nesse angu…injusticia…

  5. Dr Lopes

    lamentável o noticiado, em pleno regime democrático, onde uma ação é julgada e, no caso da Celepar, todas elas são revistas pelo Tribunal – com julgamento colegiado (três desembargadores Federais), alguém….sem nenhuma informação concreta, baseada numa auditoria paga (sabe-se lá por que valor), se é que existiu pq não se tem dados nenhum sobre ela, não se buscou a informação que verdadeiramente interessa….porque as ações foram julgadas procedentes – ouve o assédio ou não….oras, se houve uma condenação – mesmo no caso do assédio, este tem de ser provado, quer por meio de provas testemunhais ou até mesmo documentais, o que não se pode é sair falando besteira como essa – sem nenhum fundamento.

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  9. Anônimo (Posso ser despedido)

    Um pequeno testemunho;

    Há uns 2 anos os trabalhadores da Celepar que juntassem em seu banco de horas mais de 40 horas, passavam a trabalhar gratuitamente qualquer hora adicional, pois a partir dali, essas horas eram ignoradas.
    Lembro-me que o SINDPD-PR e sua assessoria jurídica discutiam incessantemente a ilegalidade do ato e tentavam de todas as maneiras um acordo com a empresa. Depois de alguns anos discutindo e pressão dos trabalhadores (devido a demora por uma tomada de atitude do sindicado), entrou-se com uma ação que ao meu ver jamais será ganha pela empresa.
    Impossível pessoas trabalharem de graça e o judiciário dar ganho de causa à empresa.

    Se essa indústria realmente existisse, eles não teriam tentado resolver o problema (milionário) internamente, iriam diretamente à justiça.

  10. Marina

    Quem não deve não teme…
    Se o sindicato entra com as ações e ganha na justiça não é culpa do sindicato e sim da gestão da empresa.
    O sindicato está fazendo o seu papel representando os funcionários.

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