15:14Nem medalha de bronze, mas uma energia e tanto!

Do correspondente na Tríplice Fronteira:

A Itaipu anunciou o “quarto maior recorde de sua história”. Foi no final do ano. Quer dizer, nem medalha de bronze, mas para quem não manja de mega, é energia que não acaba mais. Uns 16% do que o Brasil consome. Mas quem gosta mesmo de ver o resultado das turbinas binacionais são os prefeitos lindeiros, dos municípios que estão à margem do reservatório da usina. É uma bela grana, pricipalmente, por exemplo, a Santa Helena e Itaipulândia, que papam direto os royalties da produção de energia. Esses dois municípios são os campeões, mas tem mais de uma dúzia que também reforçam seus orçamentos.
O “probrema” é que essa grana não pode ser usada para pagamento de pessoal, não vale para custeio, só para investimento. Quem fiscaliza? As Câmaras de vereadores (sim, elas!) e o Tribunal de Contas. Este precisa usar mais energia na Costa Oeste.
 
O texto de Itaipu:  

Itaipu gera 92,2 milhões MWh em 2011 e tem a sua quarta melhor marca

A usina de Itaipu deve fechar 2011 com a produção de 92.245.539 MWh, 7% a mais que em 2010, quando gerou um total de 85,97 milhões de MWh. Essa é a quarta maior marca já atingida pela Binacional, também responsável pelo recorde histórico mundial em 2008, quando produziu um total de 94,6 milhões de MWh.

Para se ter uma dimensão do volume gerado este ano pela maior usina do planeta em produção de energia, os 92.230.000 MWh seriam suficientes para suprir todo o consumo de energia elétrica do mundo por aproximadamente 43 horas; 2,5% do atual consumo anual de energia elétrica da China; 2,3% da atual demanda de energia elétrica dos Estados Unidos; 12,7% do atual consumo anual de energia elétrica da Índia ou 9% do atual consumo anual de energia elétrica do Japão.

Empreendimento do Brasil e do Paraguai, a usina de Itaipu gerou em 2011 energia suficiente para suprir o atual consumo de energia elétrica de Portugal por um ano e nove meses; da Alemanha por dois meses; da França por dois meses e oito dias; do Reino Unido por três meses e da Espanha por quatro meses.

Em termos de América do Sul, a quantidade total de energia produzida por Itaipu em 2011 supriria o atual consumo de energia elétrica da Argentina por dez meses e, do Paraguai, por oito anos e seis meses. Os 92.230.000 MWh atenderiam ainda a demanda do Chile por um ano e oito meses e, da Venezuela, por um ano. E ainda por dois meses e 18 dias de toda a América-Latina, excluindo o Brasil.

A produção de Itaipu atenderia a demanda de energia elétrica do Brasil inteiro por dois meses e 18 dias ou ainda de toda a região Sul por um ano e três meses e da região Sudeste por cinco meses. Os 92.230.000 MWh seriam suficientes para atender o consumo de energia elétrica do estado de São Paulo por nove meses, de toda a capital paulista por três anos e três meses e da cidade de Campinas por 31 anos e três meses.
 
Com essa produção, os paranaenses teriam luz em casa por três anos e seis meses. Vinte cidades do tamanho da grande Curitiba, 143 cidades do porte de Cascavel e 74 cidades como Londrina ou 199 cidades como Foz do Iguaçu teriam energia elétrica por um ano inteiro.

3 ideias sobre “Nem medalha de bronze, mas uma energia e tanto!

  1. Luciano

    O correspondente está desinformado: desde 2010 o TCE liberou parte dos royalties para pagamento de salários de servidores públicos e outras despesas.

  2. Zangado

    São números que dão o que pensar … e se tratando de “royalties” repassados então … porque ali não tem início uma Califórnia ?
    Ahã ?
    Uma Califórnia estadunidense, claro … porque a nossa está muito longe disso … e é uma pena …

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