12:22Um sequestro, dois mortos e uma guerra de informações entre paranaenses e gaúchos

A lambança que resultou na morte de um policial militar do Rio Grande do Sul e um empresário paranaense que foi sequestrado e estava em cativeiro na cidade de Gravataí, na Grande Porto Alegre, está ganhando contornos políticos na guerra de informações, afinal, lá o governador é PT e o daqui é PSDB. Os policiais do Grupo Tigre, da Polícia Civil do Paraná, o mais eficiente do país em ações anti-sequestro, monitoravam desde terça-feira o caso, por isso localizaram o cativeiro e os três agentes que foram para Gravataí tinham a missão de fazer o reconhecimento para posterior ação, com outros policiais, depois de estudado o local. O que se discute agora é se eles tinham informado ou não as autoridades policiais daquele estado. Os gaúchos dizem que não. Os paranaenses, que sim. A entrada em cena do sargento, que era do serviço reservado da PM do Rio Grande do Sul, deflagrou a tragédia. O erro dele, segundo fontes da polícia do Paraná, foi ter abordado os policiais do Tigre, de madrugada, a bordo de uma motocicleta, praticamente  já atirando (consta que há tiros no carro utilizado pelos paranaenses) e que a reação foi imediata. O sargento foi atingido, socorrido pelos policiais e estes foram para a delegacia local onde se apresentaram, entregaram as armas, prestaram depoimento e voltaram para Curitiba. A ação posterior, da polícia gaúcha, completou a tragédia, pois foram estourar o cativeiro, mataram um sequestrador, mas um refém também, quando estes estavam saindo dali, pois o resgate tinha sido pago. Quem está com a razão? O Tigre tem a seu favor um histórico de ações excepcional, mais mais de 100 ações com 100% de resultados positivos. Nunca um refém foi ferido. As autoridades de Segurança do Rio Grande do Sul atiram para cá. As daqui se defendem negando a clandestinidade da ação.

5 ideias sobre “Um sequestro, dois mortos e uma guerra de informações entre paranaenses e gaúchos

  1. Erivelton

    Muito bem noticiada sua informação, com isenção e imparcialidade. Mas na minha opinião a culpa foi do Militar que quis dar uma de supersoldado e acabou sendo vítima da eficiência do TIGRE, pois estes somente reagiram a uma abordagem inapropriada, de uma pessoa armada, sem identificação. Não teria outra lógica, com um sequestro em andamento naquela cidade. Eu faria o mesmo, e mesmo com a cruxificação desses policiais do Tigre, eu farei o mesmo em uma situação parecida. Parabéns aos policiais do Paraná por sobreviverem, e meus pesames aos familiares do Brigadiano Militar.

  2. Raphael Junqueira

    Traduzindo: cagada geral!!!!
    De todos os lados houve erros; não queiramos endeusar o pessoal do grupo da PC; erraram sim, assim como errou o sargento e a equipe que realizou a operação de resgate posterior.
    Assumam suas culpas, lambam suas feridas e chega de proselitismo barato|!!!!

  3. Zangado

    Quando ocorre uma tragédia como essa não aparece nenhuma autoridade publica para “faturar” o desastre.

    Dirão que estou maluco pois autoridade pública só fatura quando chove na horta (embora não provoquem nem uma gota de chuva) e não quando despenca a ribanceira e leva o pvo para a barroca.

    Mas, então, o choque de gestão deu errado ?

  4. Conde Edmundo Dantas

    Acredito que a ação tenha acontecido conforme está sendo narrada pelos policiais paranaenses. Porém, há um erro de gestão que pode ter induzido a tragédia. O Grupo Tigre da Políca Civil do Paraná é, realmente, um dos melhores grupo neste tipo de operaçao não só no Brasil, mas tem o recoinhecimento de muitas polícias do mundo. Ocorre que com a nova administração da Polícia Civil os dirigentes do Tigre, com mais de uma década atuando no grupo, foram substituídos por chefes novatos e com pouca experiência. Podem acontecer novas “trapalhadas”.

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