9:10A galinha bota ovo e anuncia. Viva a galinha!

Do analista dos Planaltos:

Política se faz com mídia. A galinha bota o ovo e anuncia. A pata bota ovo e silencia. Viva a galinha. A compra da “Tribuna do Paraná” justificada com frases vazias pelos (pelas) dirigentes do grupo RPC significa que atrás ou em cima desse ovo tem uma galinha (dos ovos de ouro?) chamada Prefeitura de Curitiba. É uma briga política onde hoje todos são simpáticos, mas nos bastidores estão com os tridentes incandescentes. Estamos a 11 meses das eleições, mas os acordos se fecham nesta época. Nos tempor de outrora todo mundo ia para Caiobá, hoje vão para Camburiu e Porto Belo – e na volta o pau vai comer. Muito bem. A simpatia da RPC com Gustavo Fruet é notória e a maior audiência global vai se juntar com o sangue e o futebol da “Tribuna” para alavancar a candidatura de Guga. A Gazeta berra contra os telefonemas de Ducci no seu telemarketing. Faz parte do jogo. Ratinho, como diz seu nome, achou mais um queijo no Centro Cívico e, nesta semana, ao amanhecer, coloca no ar uma figura que seduz mas não conduz. Passou. Foi de lá e cá, depende das conveniências. Beto, o governador, invade nesta manhã de segunda a rádio Bandnews, “terceirizando” Ducci. E, lá em Brasília, o casal de ministros manobra para não ser manchete da “Tribuna”. Preferem a “Gazetona”. A classe média curitibana se horroriza com Guga abraçado ao PT e, pensam os marqueteiros, a “Gazeta” cuidará disso. O povão da Vila Sabará verá que não há segurança, saúde, nem educação, olhando a capa da “Tribuna” na banca da esquina. Prefiro ler o José Carlos Fernandes, um gênio.

3 ideias sobre “A galinha bota ovo e anuncia. Viva a galinha!

  1. tony

    Vamos ser sinceros gente, a Gazeta é um jornlazão, está cheio de páginas. E o que mais? Ora é pró-Governo, quando lehe interessa. E ora faz oposição ao Governo, porque este não está de acordo com o que lhe interessa. Sempre foi assim e sempre será assim, porque ela faz parte da turma da Poderosa, que jura por todos os juros que não cresceu durante a Gloriosa de 31 de março. É verdade, cresceu depois também, e continua crescendo até hoje com a ajuda do pestismo. Imprensa livre só existe no texto da Constituição, e em mais lugar nenhum. ACarlos

  2. jeremias

    Hummmm.

    Historicamente a Gazeta do Povo foi submissa ao poder local. Nas épocas anteriores isso não era reconhecido pelos conservadores que se referiam ao jornal como responsável, paranista, sério, ínclito e outros.

    Agora, no período pósfrancisco, algumas brisas de jornalismo investigativo estão soprando nas salas e corredores do jornal da Praça Carlos Gomes. Que o digam Sandro Moser e outros companheiros seus. Antes tarde!

    E o que vemos? Os fãs de ontem são os pichadores de hoje. Insultam o jornal em sua melhor fase, em seu momento de maior comprometimento com a cidadania.

    Tentam desacreditá-lo porque ele pôs luz sobre a roubalheira que sempre houve e há na Assembleia. Preferem o que? Aquela velha Gazeta que era sócia do chuncho?

    Combatem-na porque ela expôs o inacreditével desfalque de 30 milhões provocado pelos camaristas (e não apenas pelo seu presidente, é evidente) a título de publicação de um jornal que ninguém sabe e ninguém viu. A limpar o lixo, preferem expulsar o lixeiro.

    Essa velharada, de mentalidade e não necessariamente de idade, prefere aquela antiga Gazeta silenciosa sobre temas como caixa 2, comitê lealdade, derosso, diários secretos, telemarketing do prefeito libelu, e outros.

    A atual Gazeta, que é só um pouquinho melhor que a outra, não lhes interessa. Tentam lhe impingir – oh céus! – a pecha de de “petista”.

    A quem enganam? Em que time jogam? O que querem?

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