15:51O financiamento político

Do descobridor do Cabral: 

Na reta final da eleição presidencial, nem pensar, mas, bem antes da campanha, momento ideal, descutiu-se muito pouco a questão do financiamento político. Na edição de abril da revista Pesquisa, da Fapesp – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo -, uma matéria assinada por Joselia Aguiar trata bem do assunto. Mostra, de imediato, que o problema não é de hoje – ou uma exclusividade brasileira. Em pauta, o dinheiro para as democracias e como evitar corrupção e garantir a competição. Estes são pontos básicos no debate para identificar qual o melhor modelo de financiamento a ser dotado. Vale a pena ler o texto na íntegra, recorrendo à edição on-line da revista.

Ou você já sabia que as medidas de regulamentação remontam ao final do século XIX? Ou que a Grã-Bretanha é pioneira ao criar, em 1883, medidas para prevenir a corrupção nesse campo? Ou que, em 1928, com a mesma preocupação em combater práticas ilegais, o Uruguai adotou pela primeira vez no mundo o financiamento público, por acreditar que este seria mais eficaz? No financiamento de partidos e eleições pesa igualmente a preocupação de garantir que haja competição saudável, “de modo que setores menos fortalecidos economicamente possam, em tese, concorrer com as mesmas possibilidades”. O diabo, como ressalta o texto de Joselia Aguiar, citando a cientista política Adla Youssef Bourdoukan, é que “um modelo adequado de financiamento político para um determinado país pode não ser o melhor para outro”. Adla estudou o tema para a tese “O bolso e a urna: financiamento político em perspectiva comparada”, defendida no Departamento de Ciência Política da USP.

Enquanto isso, o Brasil vai de financiamento misto – ou seja, os recursos vêm tanto do setor privado quanto do público. O primeiro predomina.

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