13:11O arquiteto dos sonhos de Tarzan, Jane e Chita

Do Uol, em reportagem de Dulce Rosell:

Casa na árvore em Curitiba é sala de TV e quarto de hóspedes

Quem nunca sonhou em ter uma casa na árvore, exatamente como aquelas dos filmes americanos onde crianças se escondem para fugir do castigo dos pais e vivem várias aventuras? Foi justamente por não ter tido esse sonho de infância concretizado que o arquiteto alemão Andreas Wenning abriu o escritório Baumraum e se  tornou especialista em “treehouses”, em 2003, quando construiu sua própria casa entre galhos e folhas em Plendelhof, a 30 km de onde mora, em Bremen, no norte da Alemanha.

Nos anos seguintes, Wenning recebeu inúmeros pedidos e construiu casas em várias árvores da Europa, dos Estados Unidos e até recebeu um pedido, em 2005, vindo de Curitiba para construir a Casa Girafa. Wenning conta que um casal com dois filhos pequenos havia construído uma moderna residência em um condomínio fechado na capital paranaense e queria ter um espaço no terreno para divertir a família. “A dona da casa sempre foi fascinada por ‘treehouses’ e, por acaso, tinha visto um projeto Baumraum em uma revista de interiores. Não demorou muito, ela fez contato e começamos a planejar o projeto”, conta o arquiteto.

Uma sala de TV e quarto de hóspedes. Essa foi a função definida pela família para a construção instalada em uma das duas grandes árvores da espécie bordo (“maple tree”, como é conhecida fora do Brasil), existentes na grande área verde, cercada por uma sebe alta,  que compõe a porção posterior do terreno.

A fundação em concreto e e os pilares de aço assimetricamente organizados formam a estrutura da casa. “Eles (os pliares de aço) lembram um animal de pernas longas, como a girafa, daí o nome da casa”, explica Wenning.  A área externa da casa tem 11,4 metros quadrados e foi executada com ipê.  O terraço, instalado a 3,6 metros do solo, foi suspenso a partir da árvore por cabos de aço inoxidável e fitas têxteis. Uma passarela com uma pequena escadaria liga o terraço à casa e também compensa a diferença de altitude entre os volumes da casa.

Na área interna, de 9,6 metros quadrados, a cor vermelha do Jatobá domina o espaço e combina com os estofados brancos revestidos de material que imita o couro. Abaixo dos sofás, nichos e gavetas foram desenvolvidos pelo arquiteto para guardar livros e mantas, tornando a Casa Girafa prática e aconchegante.

Apesar de ter uma aparência bucólica e rústica, a casa abriga um home theather de primeira linha, fazendo dela, como diz o próprio arquiteto, uma “mini zona urbana em uma floresta”.  Segundo ele, esse tipo de casa virou tendência na Alemanha. “As pessoas sentem necessidade estar bem perto da natureza, mas sem perder o conforto e o acesso à tecnologia. Então, nada melhor do que transformar uma árvore em um espaço que abrigue tudo isso. E aquilo que antes era apenas uma brincadeira de criança pode se tornar a realidade de uma família feliz”.

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