11:52Sem banheiro e com pistola na cara

por André Amorim:

Terminou ontem (29/10), com um belo coquetel, o curso do Ipea de Economia para jornalistas, realizado no Museu Oscar Niemeyer. Boas palestras, reencontro com os coleguinhas (o famoso networking), champagne, docinhos, salgadinhos, uma receita ideal para uma noite agradável. Infelizmente não foi assim que ela terminou.

Nessa mesma quinta-feira, outro evento era realizado no museu, em um espaço
que abriga também o banheiro utilizado pelos frequentadores do curso, de forma
que a turma teve que usar um banheiro localizado em outro local, bem mais
afastado, em um setor que imagino ser parte administrativa do museu.

Pois bem, coquetel finalizado, despedidas, etc., uma amiga (já pra lá das
três tacinhas de champagne) precisou usar o reservado. Eu e mais um colega
acompanhamos a moça até lá embaixo, mas ao chegar ao local, um homem
encarregado da vigia nos informou que não seria mais possível utilizar o
banheiro. Diante das nossas insistências (nós homens poderíamos mijar nas
árvores, mas e nossa amiga?) o funcionário começou a gritar e nos destratar.
Retruquei o desrespeito, mas qual não foi minha surpresa quando esse cidadão
sacou uma pistola e colocou na minha cara. Estupefato, perguntei o que era
aquilo, se ele ia atirar em mim por pedir para usar o banheiro. O covardão
então chamou pelo rádio os seguranças do museu dizendo que estávamos
promovendo um tumulto ali. Ora, quem precisava de segurança ali éramos nós,
que tivemos a vida ameaçada por um diabo desses, que com uma pitadinha de
autoridade e uma arma automática na cintura acreditou-se um Charles Bronson,
com direito de atirar e ameaçar todo aquele que cruzar seu caminho.

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