14:53Arrotos

Roberto Requião, aquele, está como o diabo gosta. Segura pela ponta o fio do poder que está terminando e dá-lhe saraivadas de chutes para todos os lados a fim de convencer a si próprio e os eternos abduzidos que, ulalá, poderia ser sim, uma opção do partido para a candidatura própria à presidência da república. Sonhar é um direito de todos. No caso citado deve ser um pesadelo para o próprio e para quem acredita numa possibilidade que nem remota é. Mas o governador dos paranaenses faz isso porque sabe que será candidato ao Senado numa disputa que será tão “fácil” quanto sua eleição para o terceiro mandato. Precisa se manter à tona e frases como a proferida no sábabo passado, quando disse, a respeito do acordo entre o PMDB e o PT para apoiar Dilma Rousseff para a eleição presidencial, que não houve acordo, mas sim um jantar e que “num jantar, o máximo que podem fazer é um arroto depois da sobremesa”, servem apenas para aquele riso sabido dos que o cercam. Requião faz jogo para a província, porque sabe que quando arrota suas frases de efeito, as palavras não repercutem nem em Registro. Em recentes encontros com a ministra Dilma Rousseff ele garantiu que o palanque do PMDB no Paraná está aberto e com tapete vermelho para ela. Vai mudar agora? Claro que não. Está fazendo o fuzuê e girando a metralhadora para ver qual o caminho melhor para ele, nada mais.

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