8:44Arruda ataca Rizzi

por Pedro Rodrigues Neto

A notícia da semana, divulgada no final da última sexta-feira, e que sacudiu o cenário foi à ida de Aldair Rizzi para o PSB do vice-prefeito de Curitiba, Luciano Ducci.

A debandada de Rizzi – do PMDB – provocou a ira do secretário geral do partido no Paraná, João Arruda, que também é sobrinho do governador Roberto Requião. Arruda pediu a exoneração de Rizzi da presidência da Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná), porém o governador, segundo a imprensa da capital, disse que não irá demiti-lo, por assim dizer.

Procurado pela reportagem, Rizzi não foi localizado até o fechamento desta edição. Segundo informou sua assessoria de imprensa, ele estaria em uma reunião a portas fechadas no Palácio Iguaçu – sede do governo do Estado, na capital – onde passaria o dia. Já João Arruda retornou a ligação do Diário para falar da saída de Rizzi. “Não se trata de estratégia, mas sim de uma vergonha. A saída de Rizzi foi covarde. Ele não comunicou o partido, muito menos o governador”, disparou João Arruda.

Sobre um possível posicionamento de Rizzi dentro do PSB – o PMDB busca uma aliança na esfera federal – Arruda ironizou a possibilidade pedindo que o presidente da Tecpar peça demissão imediata. “Ele deve deixar o cargo para não colocar o governador em uma situação constrangedora. Se fosse por uma estratégia política não seria o Rizzi quem colocaríamos dentro do PSB para realizar essa articulação”, comentou.

Arruda foi além e disse que espera retornar a Pato Branco em breve para pedir desculpas a membros da executiva do PMDB local pelo que ele entende como ingenuidade de sua parte. “Vou a Pato Branco pessoalmente para me desculpar com alguns membros da executiva municipal por ter feito eles engolirem o Rizzi na última eleição. Devo isso aos membros do partido, por ter sido inocente em acreditar no Aldair Rizzi”, resumiu.

 

Beto Richa

João Arruda disse ainda que a saída de Aldair Rizzi não passa de um jogo em defesa do interesse próprio. Para o secretário do PMDB é uma tentativa de manter suas funções dentro do governo do estado, mesmo com a troca de grupo político. “Ele quer ser candidato a deputado federal e se perder quer garantir sua permanência no governo”, opinou. Porém, no que depender de Arruda, nem Beto nem Rizzi terão o que procuram. “Ele acha que o Beto será governador, mas ele não será. Eu serei uma das pessoas que estará lutando para que isso não aconteça. No que depender de mim o Beto não será o governador do Paraná”, concluiu.

 

Outras saídas

João Arruda disse que sua reação contra a saída de Rizzi foi inédita visto a forma com que ocorreu. Para tentar justificar o rompante ele se remeteu as saídas de Paulo Rosenman, filho do ex-deputado Max Rosenman e do secretário estadual de meio ambiente, Raska Rodrigues. Paulo tem destino incerto ainda, já Raska Rodrigues foi para o PV. “Ambos saíram de maneira digna, informaram e tem um contexto dentro do PMDB. Paulo por tudo que seu pai fez e Raska pelo seu histórico dentro do partido”, concluiu.

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