11:41Rua Riachuelo

de JamurJr.

Com a revitalização da Rua Riachuelo, ja dá para programar a compra do meu chapéu Ramenzoni na loja Tancredos, tomar uma sopa húngara no fim da noite e saborear a feijoada do Embaixador na quarta-feira. No dia de festa chique( baile de debutante ou formatura), alugar um traje de gala na Casa Romeu. Ou tudo isso não existe mais?

17 ideias sobre “Rua Riachuelo

  1. JJ

    A Riacuelo mudou muito, graças á implantação do expresso que a transformou em via exclusiva para os ônibus, por muito anos. Com isso, o comércio que existia e era muito bom, foi embora. Meu pai, o Onha (Leonardo, mas ninguém sabe disso), fazia a melhor feijoada da cidade, ali – no Bar e Restaurante Embaixador, com suas 16 meses (onde servia centenas de feijoadas em potinhos, às quartas e sábados). Além disso, era famoso pelo Virado a Paulista (nas segundas), a Rabada (nas terças), o Mocotó (nas quintas), a Costela no Espeto (nas quintas à noite) e a Dobradinha (nas sextas), além do tradicional Filé (chuleta) todos os dias, na grelha.

    Fico feliz com a lembrança do Embaixador, pelo amigo Jamur.
    Nasci lá, cresci no restaurante e naquela região, tendo por playground o Passeio Público e a Praça 19, batendo bola ali mesmo, na Riachuelo, ou no campinho que tínhamos ao lado do Ile de France (uma das últimas resistências da rua, ao lado da alfaiataria que vende uniformes militares e da relojoaria Alpina).

    Bons tempos, que dificilmente voltarão.

    Mas louvo a iniciativa da Prefeitura, em revitalizar a Riachuelo, suas edificações, seu comércio e a vida naquela região central que foi abandonada, por anos, por vários prefeitos.

    JJ

  2. zebeto

    mais respeito com o jamur, meu chapa. conhece o meu ídolo? então lave a boca com água benta antes de falar dele. mais: o beque aqui é apaixonado pela rua riachuelo e lamenta não ter vivido a época descrita, assim como o fato de o tal “progréssio” ter enterrado isso que o meu amigo escreveu e o jj completou no comentário abaixo. uma vez fiz uma reportagem de capa para a veja paraná sobre a rua. depois fiquei sabendo muito mais ao entrevistar o ghignone pai, pouco antes de ele fechar a livraria no endereço da rua xv. a riachuelo, contou, era a rua mais chique e importante da cidade. marlus, não confunda as coisas. você me fez lembrar aquele boleiro que disse que nas cidades da europa só tem velharia.

  3. jeremias bueno

    Também estou aqui a pedir uma carteirinha de fã da Riachuelo.

    Como esquecer da Rua por onde eu passava duas vezes por dia, todos os dias, na ida e vinda ao Colégio Estadual, há mais de 40 anos?

    Sonhava com a feijoada do Embaixador, com o chope do Pomerânia, com as bolas e as camisetas de futebol da Esportiva e com as coxas das moças de minissaia e botas brancas até acima do joelho, que enfeitavam a região próxima da esquina com a 13 de maio.

    Quando a minha hora chegaria?

    Na Riachuelo convivem meus fantasmas com o fantasma de Emílio de Menezes, que sempre encontro na esquina da Riachuelo com a São Francisco, em frente ao prédio onde funcionava o Salão Recife.

    Me chamem que eu vou, Jamur, JJ e ZB.

  4. Dá-lhe

    Quando cheguei em Curitiba, lá pelos idos de 1972, a Riachuelo me lembrava algumas ruas antigas e centrais do Rio. Por isso gostava de nela dar umas caminhada, principalmente aos sábados e domingos pela manhã. Viajava nela. Nessa possível revitalização (projeto que desconheço) poder-se ia manter aspectos originais além da preservação da casa de artigos militares. Essa sim, ficou marcada na minha lembrança. Tem uma rua em Curitiba que também me transporta à minha infância carioca. Trata-se da Comendador Araújo que com suas luminárias republicanas (obra do Grequinha, hein!), à noite, transporta-me à velha e saudosa Avenida Presidente Vargas do Rio. Enfim, salvem a boa e velha Curitiba antes que aventureiros, metidos a modernos, acabem com ela.

  5. Bruna

    Não sou dessas épocas que embalam tanta nostalgia. Não tenho lembrança antiga na memorória, mas mesmo assim gosto da Riachuelo e adjacências. Algo que não se explica. Passo por ali toda vez que vou ao Milkado, ao Jokers, à Confeitaria Blumenau. Todos na rua São Francisco, girando ao redor da Riachuelo. E lembrando que só é decadente aquilo que foi glamuroso um dia.

  6. jango

    Pôxa, gente, acho que convivemos todos uns tempos na Rua Riachuelo … Lembrar do campinho – JJ – é demais. Outro dia ainda li passei e disse aqui tinha um campinho onde no fim de tarde jogavamos bola … uns tempos tinha só uma trave … Falar da feijoada do Onha é falar do chopp do Pomerânia, ali na esquina da 13 de maio. Points insuperáveis da época. E a noite em que furamos a guarda e fomos dar uma espiada no bar e restaurante ou boite (não lembro direito o nome) Paris … lembram … E a saida das meninas do Colégio Estadual no final das tardes … são muitas emoções, como diria alguém. Cumprimento a todos.

  7. itaciano

    Nem tudo ta perdido. Nós é que abandonamos a região. Como exemplo, ainda temos o Restaurante São Francisco (rabada, puchero, feijoado, fígado) Joalheria Heisler entre outras relíquias. Ainda curto nosso centro da cidade. Lamentevelmente vivemos a geração do “in door”, dos veículos. Estes dias tive oportunidade de ver umas fotos (retrato – para nós veteranos) de detalhes das construções da Riachuelo – sensacional- tirados por Fagnani. Paramos de curtir Curitiba este é nosso problema. A Curitiba antiga, a Curitiba de hoje. Somos mau paautados pelos temas belicosos dos políticos.
    Segui a família Onha até o Bairro Alto. Quando a mãe do JJ< Beto e Jorginho parou de comandar a cosinha , ali também cerrou-se as portras do “Emaixador”. Ponto de encon tro de muitos amigos.

  8. Bia Moraes

    adorei o post e os comentários. realmente um dos leitores pisou total na bola, mas deixa pra lá… o que vale é quem pensa e saca das coisas.

    tbem sou fã do jamur, e da riachuelo, e do centro da cidade. obrigada zébeto!

    aliás amo o jamur desde que ele apresentava telejornal na Tv Iguaçu com o sale wolokita e a lais mann. talvez ele tenha influenciado meu inconsciente pra ser jornalista e trabalhar com comunicação. décadas depois me vi trabalhando ao lado do meu ídolo na redação do Estadinho/Tribuna. essas e outras coisas boas a profissão me deu. bjos a todos…

  9. Olhar de Lince

    O amigo Jamur sabe das coisas! Fez a diferença no jornalismo televisivo da época, e lembrou muito bem da velha e tradicional rua Riachuelo de muitas saudades. Tempo bom!
    Aliás, Jamur sempre foi um profissional impecável. Fizemos juntos, por muito tempo, o programa Compromisso com a Verdade, na TV Iguaçu, juntamente com Alfredo Isfer, Antonio Carlos Braga, Arnaldo Cruz (convidado especial) e tantos outros.

  10. JJ

    Adorei ler todos os comentários (menos o do Marlus, tadinho, que não tem história). E me emocionei com as lembranças da feijoada do meu pai e da minha mãe Janina (dona Jane, como preferia). Bons tempos, onde o Embaixador tinha frequeses (muito mais do que clientes) que voltavam semper e eram mimamos pelos meus pais, com um “extra” de charque, de costelinhas, de torresmo…Lembro do seo Lorusso (dono das famosas Casas Lorusso), do Dr. Arlindo Blume (pioneiro da criminalista no país) e de tantos fregueses amigos – dos almoços, dos jantares e dos aperitivos das 18 horas, naquele balcão de mármore branco, onde a Carne de Onça já era um sucesso desde os anos 50…até 1972 (quando mudamos para o Bairro Alto).
    Bons tempos da Riachuelo, das molecagens da minha turma, do grande amigo Selem que já está no andar de cima, do tempo em que o pai dele, seo Hassan Bark trazia legumes e verduras de carroça, para o meu pai.
    E, é claro, das moças da noite que corriam atrás da gurizada que queriam desvirginar…e a gente corria delas. Pode?
    Tempos de uma Curitiba que não volta mais, de uma Riachuelo que pode ser melhorada, mas nunca mais será a mesma – como nunca mais a Rua XV recuperará o glamour que tinha antes dos anos 80…Grandes lojas, grandes confeitarias (só restou uma), grandes bares e restaurantes, vitrines maravilhosas que não voltam mais. Infelizmente.
    Na Europa, os centros das cidades são ricos de vida e de comércio de qualidade. Mas, dirão, é outra cultura, outro povo…Não quero polemizar. Só registro a informação, no meio das minhas saudosas lembranças da minha Riachuelo.

    JJ

  11. Frik

    E além do que já foi mencionado, também a Relojoaria Räder e o relógio na fachada que teve de ser ‘elevado’ nos últimos tempos, Casa Sul-América e os manequins assombrados, passar pela Casa Hertel no caminho… quanta vida naquelas quadras

  12. Guto

    Ei, e o hotel São João?? Rodas de viola no Sábado à noite, os carrões dos figurões de São Paulo que vinha se hospedar no São João, o capeletti servido lá?

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