8:51Internacional!

Do Goela:

O prefeito Beto Richa (PSDB) viaja tanto aos Estados Unidos que tem gente achando que ele não quer mais se candidatar ao governo da Província. Vai tentar logo suceder Michael Bloomberg na prefeitura de Nova York. Uma pesquisa neste sentido já foi encomendada. Se der 0,7% ele topa o  sacrifício. Uma das peças da campanha está pronta e vai afirmar que ele tem a solução para o problema do trânsito caótico daquela cidade: a construção de uma green line. Os assessores estão com dificuldades de encontrar um local para a obra. Alguém pensou em fazê-la sobre o rio Hudson. Assim, serviria também de pista de pouso de aviões em casos de emergência.

13 ideias sobre “Internacional!

  1. Ricardo

    Gostaria de saber quanto o prefeito tem gasto nestas viagens. Afinal de contas somos nós os pagadores. Além disso, é bom saber também os resultados concretos para a cidade dessas viagens. Ou é só passeio? Aí o prefeito (e os assessores que o acompanham) que pague a conta na agência de turismo.

  2. jeremias bueno

    Por certo o Prefeito foi em busca de investimentos em Curitiba.
    Ele é um incompreendido.

    (Mandei bem, Nagib?)

  3. Tadeu

    poxa ze, gostaria de saber quanto vc gasta … pois nao deve ser pouko ne ? deixa o menino viajar, ele esta na flor da idade pia de tudo ainda… governo ? mais facil presidente… nao ? quanta audacia heinnn…

  4. miltinho

    Quando uma turba de idiotas passa cheque em branco para um prefeito, geralmente é isso que acontece.

  5. Bia Moraes

    Manhattan, NY, não tem trânsito caótico por motivo simples. Lá, muita gente não tem carro, nem quer ter, nem precisa. Anda-se a pé, de bike, vai-se de metrô e bus para todo lugar. Inclusive gente que teria poder aquisitivo pra ter um carro prefere não ter. Pegam metrô de terno e gravata, e tênis, usando suas mochilas, e botam sapato quando entram no escritório. Caminham pela cidade onde vivem.

    Aqui, o povo curitibano se mata para comprar um carro, se endivida em mil parcelas e juros e faz a alegria da indústria automobilística. Nego troca de carro, exibe carrão, se precisar, mas passa fome em casa.

    Aqui, na cidade administrada por Beto Richa – que um dia, vai longe, já foi exemplo de transporte coletivo – agora o carro é que manda, o pedestre que se dane. Motoristas cada vez mais arrogantes e sem educação, e que se atropelem os velhos e as crianças, danem-se eles, não é?

    Aqui, a cidade é planejada para os automóveis, as modificações urbanas servem para atender os donos de carros.

    Beto Richa, venha ver bem de pertinho o que sua administração fez com essa porcaria de binário mal-ajambrado e mal-acabado da Mario Tourinho / Heitor Guimarães. Zero espaço para pedestres, nada de facilidade para caminhar, circular a pé ou de bicicleta. Ao contrário. Atravessar as ruas por aqui é risco alto. Atropelamentos? Toda semana. Direto. Virou rotina. Barulho de freadas em alta velocidade é a música que embala a vizinhança.

    Posso eu estimular meus quatro filhos a andar de bicicleta? A prescindir do maldito carro, já que meu marido precisa levar e buscar todos os dias as crianças, perdendo tempo, combustível e entupindo a cidade em congestionamentos? Posso ensiná-los a pegar o transporte coletivo, se, para descer no ponto de volta para casa, eles estão sujeitos a morrer atropelados todo dia?

    Beto Richa, venha aqui ver de pertinho o que vc, Urbs e seus técnicos fizeram com GENTE. Com cidadãos que trabalham e pagam impostos.

    Venha ver de perto o que aconteceu com os moradores do Campina do Siqueira, os antigos e os novos, os velhinhos em suas casas de madeira, as crianças, os pais apavorados.

    Venha aqui, prefeito, que eu conto como quase fui atropelada anteontem, em frente da minha casa, por um alucinado que faz a curva e entra na rua a mais de 100 por hora, impune, se achando o dono da rua – assim como 90% dos imbecis que andam escondidos atrás do volante. Gente assim, que a sua administração beneficia.

    Venha aqui prefeito, lhe conto a história da velhinha moradora da rua Jeronimo Durski, da casinha de madeira com lambrequim, tão curitibana. Atropelada a duas quadras de casa, cadáver na calçada, jornais cobrindo a cabeça ensanguentada, vizinhos lamentando a morte estúpida, motorista assassino, impune.

    Beto Richa, que faz tanta viagem aos EUA, faria um bem enorme a vc mesmo e aos cidadãos subordinados a sua administração, se aprendesse certas coisas a respeito de urbanismo e urbanidade, de civilidade e civilização – em vez de dar palestras e receber prêmios que pra nós, cidadãos, não servem para nada. Lembre-se, prefeito, nós pagamos o seu salário. Combinado?

  6. Tadeu

    bia : acho otimo o desabafo mas procure um psicologo ou algo parecido… culpar o preito por tudo isso nao tem coerencia. o que as viagens tem a ver ? ele quase nunca viaja e principalmente pra fora do brasil. me admira vc reclamar tanto da sua cidade… pensa nisso ,

  7. Bia Moraes

    Tadeu. Vc não diz seu sobrenome, mas eu digo e me faço visível. Não me escondo em nomes incompletos ou pseudônimos. Sou jornalista, estou na lida da mídia. Quem é do meio sabe quem sou. E olha: não precisa recomendar psicologo ou algo parecido. Eu tenho psiquiatra.

    Já entrevistei Beto Richa mais de uma vez. Gostei do perfil dele, votei nele inclusive. Mas antes de mais nada sou cidadã. Antes de jornalista, sou moradora da cidade, pagadora de impostos. Aqui crio meus 4 filhos.

    Fiz aqui no blog do Zé um desabafo consciente, sabe porquê? Porque vivo nesta cidade desde que nasci e fico indignada com barbaridades diarias que temos que conviver – e que atentam contra a vida das pessoas.

    Moro nesta região Batel/Seminario há mais de 40 anos. Nasci por aqui. Vejo muita decadência da tal qualidade de vida. Aqui, no centro, em outros bairros nobres, e tbem na periferia que conheço bem por conta de fazer inumers reportagens. Desrespeito ao ser humano é recorrente. Propaganda enganosa de cidade-modelo também.

    Curitiba está crescendo. É cheia de gente bacana. Gente jovem, gente velha, gente que é daqui, gente que veio de fora. Amo essa cidade. Amo ver uma nova Curitiba emergindo e saindo das catacumbas do conservadorismo ignorante, do bairrismo restritivo. Junto com colegas do jornal onde trabalho atualmente, fizemos matéria sobre isso recentemente.

    Amo essa cidade e suas transformações. Odeio politicagens e enganação. Gente arrumadinha, fechada em gabinetes, ganhando os tubos – pagos pelos nossos bolsos – cheios de benesses, tirando vantagem e deixando a cidade/urbe se transformar em selva de carros, violência e falta de respeito aos moradores. Vão eles usar o sistema público de saúde? Andar de ônibus todo dia? Colocar os filhos deles em escola pública?

    Estou brava, sim. Beto Richa é o prefeito atual e precisa ouvir sim, porque deixa tudo isso acontecer. Eu o trato com respeito. Não sou sem-educação. Mas ele representa o poder máximo da administração municipal. Precisa ouvir, está lá para isso, pago por nós. Não o estou culpando por tudo, de forma simplista como vc diz. Estou falando com o prefeito simbolicamente. Porque ele representa o poder máximo desta cidade.

    Porque seus tantos assessores não o deixam perceber a realidade. Porque mal assessorado, ele deixa decisões importantes nas mãos de gente incompetente/carreirista/puxa-saco. Porque parece que ele se preocupa mais com o marketing e em manter sua bela imagem de bom administrador.

    Ando enjoada de tanta falcatrua e corrupção nesse nosso Brasil. Essa gente no poder se acha mais, ou melhor, do que nós cidadãos. O mundo, da forma como é, está ruindo – basta acompanhar as notícias internacionais – e essa gente ainda se acha no direito de roubar mais e mais, na cara-dura, sem o menor respeito por nós cidadãos que pagamos impostos.

    Assembleia, Câmara, órgãos públicos, os exemplos são inumeros. As denúncias pipocam todos os dias.

    Penso que por causa da passividade que vc parece querer pedir para mim, de me calar talvez, é que as coisas estão como estão. As pessoas aceitam. Se acostumam com a corrupção, a roubalheira, a podreira. Elegem hoje o cara que ontem foi flagrado roubando, mentindo, aprontando. Pior, parece que muitos até desejam um carguinho, uma fatiazinha, uma lasquinha dessa corrupção criminosa, para ajeitar a própria vida, e os outros que se danem.

    Repito. Amo minha cidade e trabalho para que ela seja melhor. Na medida do possível, faço do meu trabalho um meio para mostrar o que há de bom e denunciar o que deve ser corrigido, o que está malfeito, o que a adm. pública abandona.

    Abs

  8. Bia Moraes

    Correção.

    Na frase “Amo ver uma nova Curitiba emergindo e saindo das catacumbas do conservadorismo ignorante, do bairrismo restritivo”, leia-se, em nome do bom entendimento:

    “Amo ver uma nova Curitiba emergindo e DEIXANDO as catacumbas do conservadorismo ignorante, do bairrismo restritivo”.

    Jornalista, não posso me dar ao luxo de usar palavras erradas, escrever mal, dar margem para interpretação trocada.

    Desculpem-me leitores do Zé Beto e abs a todos

  9. Erínio

    Hahahahaha……… Muito bom.
    O rio Hudson numa dessa é canalizado a exemplo daqui.

    Não esquecer que, Beto prefeito de NY, a máfia laranja se transforma em Yellow Band e os vereadores se tornam secretários, donos de empreiteiras e afins….

    Hahahaha

  10. jeremias bueno

    Bia: gostei demais de seu texto.
    Parabéns.
    É alentador ver que a jornalista é exceção ao comportamento de “manada” tão na moda entre os bajuladores em geral.

  11. Débora Mello

    Muito boa a observação pois fico impressionada com a falta de respeito, educação, atenção e maturidade dos motoristas curitibanos.
    Qto a qualidade das calçadas realmente é caótica, tanto para os pedestres como os ciclistas…
    Estamos com um projeto novo para passar a mensagem de que andar de bicicleta não é só para esportistas, mas sim saudável, sustentável e hype.
    Curitiba Cycle Chic:
    http://curitibacyclechic.blogspot.com/

  12. Bia Moraes

    jeremias, obrigada, mas outra questão me persegue.

    este é mesmo teu nome?

    motivo: meu marido, quando enviou contos para um concurso – e teve um deles publicado – usou exatamente este pseudônimo – obrigatório para participar do concurso, pois os dados verdadeiros iam em outro envelope, fechado.

    que coincidência! se é teu nome ou se é um pseudônimo teu. no segundo caso, ainda mais, pois bolou um nome de ficção igual ao que meu marido usou 20 anos atrás!

    abs!

    PS outro dia, participando de uma reunião de casais, que pretendiam formar grupo para um curso, o líder disse que cada um de nós deve tentar, todo dia, erguer o rosto e olhar em frente, pros lados, pro horizonte, atento. e não se deixar levar pela manada, um com a cara colada nas costas do outro, seguindo sem saber muito bem pra onde.adorei essa expressão que ele usou.

  13. valdenir daniel cavalheiro

    Ultimamente Curitiba tornou-se um caos. A partir das 7:00 (?!!!!) o trânsito já está terrível (atravesso
    o centro de Curitiba em toda usa extensão todos os dias). Realmente os novos binários não melhoraram
    em nada o fluxo de veículos. Basta ver como fica a Mario Tourinho nas proximidades do Shopping Barigui
    depois das 17:30hs (antes não era tão ruim assim eu lembro bem).
    A linha verde nem se fala (se você acha que vai ficar bom depois da obra acabada basta saber que não há
    previsão de novos viadutos).
    É claro que o causador do problema não é só a administração atual. Mas o Beto contribuiu muito para o problema.
    Existe aqui nessa cidade de (pseudo) burqueses o conceito: quem anda de bicicleta é pobre (pois não pode comprar um carro).
    Gosto de correr. Outro dos meus esportes favoritos é o ciclismo. Também gosto de caminhar.
    Adoraria vir trabalhar de bicicleta. Mas tenho muito amor à vida. Quem conhece as ciclovias sabe do que eu estou falando.
    Mesmo andando com cuidado e obedecendo as sinalizações é muito fácil ser atropelado em Curitiba.
    (Basta ouvir a bandnews no horário de hush para computar vários atropelamentos de ciclistas e pedestres).
    Em vez das ciclovias deveria ser criadas ciclo-faixas (no mesmo nível e qualidade da via) exclusivas para ciclistas,
    como ocorre em muitos países de primeiro mundo.
    Acho muito engraçado quando fazem aquelas campanhas do tipo: “Deixe seu carro em casa e vá de ônibus”.
    Certamente quem promove não anda de ônibus. Principalmente na hora do “hush”. Andei de ônibus muitos anos de minha vida e sei do que estou falando.
    Acho também muito cômico e irônico quando o mundo inteiro fala em efeito estufa e “transporte limpo” ou ecológico e os prefeitos investem milhões em vias para carros e uma ninharia em ciclovias (se é que podemos chamar estas “calçadas com piche” malfeitas de ciclovias).

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