6:39Denúncia a Roldo

Os repórteres José Marcos Lopes e Karlos Kohlbach informam na edição de hoje da Gazeta do Povo que Deonilson Roldo, chefe de gabinete do prefeito Beto Richa, é alvo de uma auditoria do Ministério Público do Paraná. A conclusão é que ele tem de devolver aos cofres públicos algo em torno de R$ 170 mil (300 mil em valores corrigidos) supostamente recebidos de forma ilegal entre janeiro de 2003 e dezembro de 2007 na forma de salários da Assembleia Legislativa, onde é funcionário de carreira, e da prefeitura de Curitiba, para onde foi cedido. Roldo disse que há um grande equívoco nessa história. Ele afirma que os valores repassados pela Assembleia Legislativa do Paraná se referem a vantagens obtidas por tempo de serviço no Legislativo estadual. “Pelo cálculo, eu teria que devolver todos os salários da Assembleia. Isso não pode descontar, é vantagem pessoal. Não tenho a menor influência na definição dos descontos. Quem se comunica são os RHs (departamentos de recursos humanos) da Assembleia e da prefeitura”, disse aos repórteres. O chefe de gabinete acha que o assunto está sendo usado “politicamente” em função do cargo que ocupa, mas disse que se for comprovado algum erro de cálculo, devolve o dinheiro supostamente recebido a mais. A investigação do MP tem como base a denúncia do cidadão Renato Bially – e o trâmite, numa estranha coincidência, é o mesmo que deflagrou o processo que revelou a existência da “sogra fantasma” de Ezequias Moreira, ex-chefe de gabinete de Richa, que teve de devolver cerca de R$ 500 mil recebidos de forma ilegal da Assembleia. Assim como naquela ocasião, desta vez também o primeiro passo foi a publicação da denúncia num jornal de Santo Antônio da Platina, no Norte do Paraná; depois, ela foi repassada, junto a documentação do Ministério Público do Paraná (MP), a veículos de comunicação de Curitiba. O advogado de ambos os casos é o mesmo, Alessandro Ravazzani, primo de Bially, segundo descobriram os jornalistas da Gazeta. Ao ser entrevistado em São José dos Pinhais, Bially revelou como resolveu denunciar o então secretário de Comunicação da prefeitura de Curitiba:  no ano passado recebeu um envelope branco e sem identificação de um homem desconhecido e levou-o ao  advogado. “Eu nem abri. Ele  me mostrou os documentos e me perguntou se eu queria fazer a denúncia. Respondi que sim”, informou. Ele e o advogado Ravazzani negam ter qualquer ligação com grupo político ou interesse partidário ao fazer a denúncia. A conferir.

9 ideias sobre “Denúncia a Roldo

  1. Edson Feltrin

    Depois querem me expulsar do PSDB. Eu que denuncio as mazelas da PMC sou o vilão da História, numa clara inversão de valores. A Justiça divina e dos homens está mostrando para a opinião pública quem tem razão.O Deonilson Roldo está nos USA junto com a comitiva imperial- no “avião da alegria”.
    Muitos brasileiros passando toda sorte de dificuldades e, esses “heróis” da República, desviando o dinheiro público.
    Conclamo as forças democráticas da cidade para irmos as ruas, num grande movimento para mostrar a Curitiba o que acontece na prática, da administração municipal.

  2. Sabino

    Hummmm!!!! Começou o bonbardeio….cuidado Deonilson, vão acabar te passando o Roldo. Você deveria escolher melhor as sua companhias……

  3. bond

    não tenho motivos nem procuração para defender o Deo e nem ninguém, mas essa história de “envelope branco e sem identificação de um desconhecido” está mais para literatura policial barata.

  4. Alexandre

    A chefia de gabinete do Beto Richa é escolhida a dedo. Antes era o homem da sogra fantasma, agora é o Deonilson Rolbo. Essas ligações estranhas com a Assembléia Legislativa só falta pegar o chefe. Aliás, o que já deveria ter acontecido, pois não podemos esquecer que a sogra fantasma era lotada como assessora do próprio Beto Richa, apesar dele já ter deixado de ser deputado há muito tempo. Assim se financia a humanidade. E também as campanhas bem sucedidas.

  5. Robson

    Feltrin, agora que você voltou ao reduto e está em lua de mel com a família que tanto te prejudicou no passado, pode requisitar a presença de um especialista em “conclamar as forças democráticas da cidade para ir às ruas”. Refiro-me ao irmão caçula, aquele que está “de varde”, procurando o que fazer para ocupar as tardes de ócio. Podem formar uma trinca do baralho, chamando aquele outro, o técnico em mobilização dos sotãos e dos áticos, que tal? Porque não fazem a lavagem da rampa da Prefeitura ao som da banda “Manda, Barba”?

  6. Laertes Bacha

    Ezequias da sogra, Construtora Iguatemi, Deonilson Roldo, Luiz Abi… Belo futuro o do garotão.

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