4:32"Três cantos"

Antonio, o conselheiro, estava sumido. Conta-se que em missão de desvendar o mistério do desaparecimento do aparelho de surdez da mãe, dele. No início desta madrugada enviou correspondência. “E essa agora: o Cacciola, foragido e bem vivido nos últimos 7 anos, é encanado no glamuroso principado de Mônaco. As atenções da mídia voltam-se para o prestigioso personagem. Por que? O cara que, pelo nome, Salvatore, só pode ser da máfia italiana, não chega aos pés dos nossos tupiniquins personagens, muito  mais valiosos, mais gananciosos. Não é uma merreca o escândalo Marka, comparado com os recentes escândalos protagonizados pelos nossos congressistas? É fichinha. Coisa de trombadinha. Será que não foi armado o famoso “três cantos” internacional para tirar o foco do Calheiros?”

Uma ideia sobre “"Três cantos"

  1. Rafael

    Não é bem assim, Zé. O caso Marka significou mais dinheiro público descendo pelo ralo do que Renan poderia sequer imaginar (aliás, é bom lembrar que ele foi acusado de usar dinheiro de uma empreiteira – isto é, privado – para pagar as pensões do filho). Sugiro uma visita ao ótimo blog do Luís Nassif (http://www.projetobr.com.br/blog/5.html), que mostra que, mais grave que o socorro ao Marka, foi a relação promíscua entre banqueiros e altos funcionários do BC, que fizeram os bancos ganharem fábulas. Era algo como um anjo da guarda que te avisasse dos resultados dos 13 jogos da loteca um dia antes da rodada. Os anjos da guarda sumiram com a saída de Gustavo Franco do BC, e a chegada de Chico Lopes. E aí o Marka quebrou. Se nossa mídia não estivesse tão preocupada em desestabilizar o governo Lula, poderia contar melhor essa história (que, aliás, nunca foi bem contada, explica o Nassif – o problema não foi o socorro ao Marka, mas o espantoso percentual de lucros que o banco obteve enquanto esteve protegido por seus anjos da guarda. Esse, aliás, é um péssimo costume que ainda hoje perdura no tal mercado financeiro).

  2. carlos

    HUH! Rafael! Ótimo comentário. Além do desse péssimo costume que ainda perdura no mercado (o dos anjos da guarda) há o de jornalistas que trabalham em editoriais de econômicas de jornais que têm interesse no mercado de ações e trabalham veiculando matérias bem simpáticas aos interesses de seus patrões.

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